Caso Banco Master é redistribuído a André Mendonça e amplia tensão entre STF e PF

Caso Banco Master é redistribuído a André Mendonça e amplia tensão entre STF e PF

O caso envolvendo o Banco Master foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que assume a relatoria após a saída de Dias Toffoli. A mudança ocorre em meio ao aumento da tensão entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal, no contexto das investigações sobre supostas irregularidades envolvendo a instituição financeira. A redistribuição marca uma nova etapa no andamento do inquérito no Supremo.

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações relacionadas ao Banco Master após o surgimento de novos elementos no inquérito conduzido pela Polícia Federal. A decisão foi comunicada na noite de quinta-feira (12), em meio ao aumento da tensão entre integrantes da PF e do Supremo Tribunal Federal.

Relatório apresentado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, mencionou diálogos extraídos de aparelho celular apreendido na investigação. As mensagens fazem referência a pagamentos envolvendo empresa da qual Toffoli é sócio. O ministro afirmou, em nota, que não mantém relação de amizade com o investigado Daniel Vorcaro e negou ter recebido valores.

O STF analisou pedido de suspeição e decidiu manter válidos os atos praticados por Toffoli enquanto esteve na relatoria. A Corte informou que a saída ocorreu a pedido do próprio ministro, considerando os interesses institucionais envolvidos.

A condução e a guarda das provas também foram objeto de debates. O material apreendido na Operação Compliance Zero passou por diferentes definições quanto ao local de custódia, ficando sob responsabilidade institucional definida pelo Supremo.

Em nota conjunta, ministros do STF manifestaram apoio ao colega e afirmaram inexistência de impedimento formal. O caso segue sob relatoria do Ministro André Mendonça, enquanto as investigações continuam em andamento.

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