O Supremo Tribunal Federal julgará, em 25 de fevereiro, em plenário presencial, a decisão liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão do pagamento de benefícios remuneratórios não previstos em lei e que resultem em valores acima do teto constitucional no serviço público.
A decisão foi proferida no âmbito de ação que questiona o pagamento de verbas a procuradores municipais de Praia Grande (SP). Ao conceder a liminar, o relator estendeu os efeitos da medida a toda a administração pública, abrangendo União, estados e municípios, nos três Poderes.
A ordem estabeleceu prazo de 60 dias para que os entes públicos revisem pagamentos que ultrapassem o teto constitucional sem base legal expressa. A decisão não alcança os ministros do STF.
O julgamento foi incluído na pauta do plenário físico, o que permitirá debate público entre os ministros sobre o alcance da medida e sua manutenção, modificação ou revogação pelo colegiado.
A sessão foi agendada para este mês em razão do calendário reduzido de julgamentos no plenário, em decorrência do feriado de Carnaval.
STF julgará em plenário decisão que suspendeu benefícios fora do teto constitucional
STF julgará em plenário decisão que suspendeu benefícios fora do teto constitucional
