TJAM: União Estável proporciona direito a pensão por morte do companheiro sobrevivente

TJAM: União Estável proporciona direito a pensão por morte do companheiro sobrevivente

Em matéria de direito previdenciário nos autos do processo 0605676-35.2013.8.04.0001, o Tribunal do Amazonas firmou decisão que “reconhecida judicialmente a dependência econômica da companheira, face a união estável com o consorte falecido, é possível a concessão de pensão por morte, em especial ante a circunstância de que houve declaração judicial expressa da existência do vínculo familiar entre a autora e o então beneficiário da previdência regional- AmazonPrev, que veio a óbito. Em remessa necessária que foi julgada pelo Tribunal de Justiça, o Relator João de Jesus Abdala Simões entendeu ser desnecessária a participação do órgão previdenciário na ação declaratória contra Iza Lima da Silva.

“Indubitável a existência de dependência econômica e a possibilidade de concessão de pensão por morte à autora, ora recorrida, conforme ação declaratória judicialmente validada”, firmou a decisão em segundo grau.

Para o julgado, a falta de participação da AmazonPrev na ação declaratória de união estável post morten não traduz nenhuma nulidade, uma vez que a presença de tal autarquia previdenciária, nesse tipo de demanda não é obrigatória.

No caso, o juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública havia determinando que a AmazonPrev habilitasse a requerente como dependente do segurado falecido, conferindo-lhe o benefício da pensão por morte do companheiro e ex-servidor. A AmazonPrev teria questionado a validade do processo que reconheceu a união estável, ante sua não participação, o que foi rechaçado pela Corte de Justiça. 

Leia o acórdão

Leia mais

Agressão entre irmãs também está sob a proteção da Lei Maria da Penha, decide TJAM

Tribunal entendeu que não é necessário provar motivação de gênero quando a violência ocorre no ambiente familiar contra uma mulher. Casos de agressão entre irmãs...

STJ: Juiz não pode decretar prisão preventiva se MP pede apenas medidas cautelares

Corte entendeu que pedido por providências mais brandas não autoriza magistrado a impor, por iniciativa própria, a medida mais grave. O juiz não pode converter...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Agressão entre irmãs também está sob a proteção da Lei Maria da Penha, decide TJAM

Tribunal entendeu que não é necessário provar motivação de gênero quando a violência ocorre no ambiente familiar contra uma...

STJ: Juiz não pode decretar prisão preventiva se MP pede apenas medidas cautelares

Corte entendeu que pedido por providências mais brandas não autoriza magistrado a impor, por iniciativa própria, a medida mais...

Rescisória contra acórdão de Turma Recursal deve tramitar no próprio Juizado

Decisão do TRF-1 reafirma que ações rescisórias envolvendo julgados das Turmas Recursais dos Juizados Especiais Federais não são apreciadas...

Pensionista pode pedir revisão de benefício originado de aposentadoria calculada incorretamente

Tribunal reconheceu que dependentes têm legitimidade para buscar diferenças quando erro na aposentadoria do servidor repercute no valor da...