Relatório da Defesa sobre as urnas eletrônicas é entregue e escuridão chega ao fim

Relatório da Defesa sobre as urnas eletrônicas é entregue e escuridão chega ao fim

O Ministério da Defesa entregou, como anunciado, nesta quarta-feira, o relatório sobre os resultados do ‘trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, realizado pela equipe de técnicos das Forças Armadas’ ao Tribunal Superior Eleitoral e pôs fim aos pontos escuros que ainda persistiam e alimentaram, inclusive, bolsonaristas que não aceitaram o resultado das eleições. O relatório não aponta qualquer fraude eleitoral e ainda reconhece que os boletins de urnas e os resultados divulgados pelo TSE são idênticos. Ou seja, o boletim que a urna imprimiu registrando os votos dados ao final da votação   confere com o resultado da totalização divulgada pelo tribunal. 

No entanto, o ministro da defesa pede que seja feita uma investigação técnica urgente sobre eventuais riscos à segurança das urnas. O ministro fala numa suposta possibilidade de que ‘um código malicioso’ possa interferir no funcionamento dos aparelhos de votação. 

O TSE informou que recebeu com satisfação o relatório final do Ministério da Defesa, que não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência no processo eleitoral de 2022. As sugestões encaminhadas, disse em nota o TSE, serão oportunamente analisadas. O Tribunal Superior Eleitoral afirmou que as urnas eletrônicas são motivo de orgulho nacional e as eleições de 2022 comprovam a eficácia, lisura e total transparência da apuração e totalização dos votos, editou a nota oficial. 

No relatório há trechos em que os militares firmam que fizeram a fiscalização mas não tiveram condições de verificar o funcionamento dos códigos que fazem a urna funcionar e ainda, sobre esse conteúdo, alegaram que as regras de fiscalização fornecidas pelo TSE não permitiram testar, como gostariam, os dispositivos. 

Acerca dos testes de funcionalidade, os militares registraram que ‘não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento’. Mas não teria se tratado de investigar eventual fraude eleitoral, pois a fiscalização das Forças Armadas se restringiu à fiscalização do sistema eletrônico de votação, não compreendendo outras atividades, como por exemplo, a manifestação acerca de eventuais indícios de crimes eleitorais, firmou o documento. 

O Ministro da Defesa sugere que o TSE crie uma comissão de técnicos de instituições da sociedade civil e fiscalizadoras para fazer a investigação do funcionamento das urnas. Mas setores do TSE firmam que esse trabalho já é feito durante o processo de preparação da eleição, com  a possiblidade de instituições de fiscalização, como o próprio Ministério da Defesa, analisar as urnas e também os programas que a fazem funcionar. 

Leia mais

Justiça condena pai por estupro de vulnerável contra filhas no interior do Amazonas

O juiz de direito André Luiz Muquy, titular da 1.ª Vara da Comarca de Itacoatiara, no interior do Amazonas, condenou na quinta-feira (15/1) a...

Anuidade da OAB/AM para 2026 é fixada em R$ 980, com descontos e parcelamento

Após quatro anos com o valor congelado, o Conselho Seccional da OAB do Amazonas aprovou a atualização da anuidade para o exercício de 2026,...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Toffoli reduz prazo para oitivas da PF no caso Banco Master e fixa limite de dois dias consecutivos

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, reduziu de seis para dois dias o prazo para que a...

TJ-SP mantém condenação de homem que furtou objeto em cemitério

A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão da 2ª Vara de...

Justiça condena morador por uso indevido de área comum para rituais religiosos

A liberdade religiosa é assegurada pela Constituição, mas não é absoluta e deve ser ponderada com o direito de vizinhança e a finalidade estritamente...

TRT-CE mantém justa causa de técnica de enfermagem que filmou paciente em UTI de Fortaleza

A 13.ª Vara do Trabalho de Fortaleza confirmou a demissão por justa causa de uma técnica de enfermagem de...