Mensagens indicam repasses de R$ 35 milhões ligados a resort que teve Toffoli como sócio

Mensagens indicam repasses de R$ 35 milhões ligados a resort que teve Toffoli como sócio

Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do empresário Daniel Vorcaro indicam que ele determinou repasses que somariam R$ 35 milhões relacionados ao resort Tayayá, empreendimento do qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli foi sócio por meio da empresa Maridt Participações.

As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com os diálogos analisados, Vorcaro teria autorizado inicialmente um aporte de R$ 20 milhões e, posteriormente, outro de R$ 15 milhões. As conversas envolvem o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, apontado como responsável por operacionalizar os pagamentos. Em uma das mensagens, Vorcaro solicita a quitação de valores vinculados ao empreendimento e pede detalhamento dos repasses já efetuados.

A relação societária teve início em setembro de 2021, quando a Maridt — empresa familiar ligada a Toffoli — vendeu parte de sua participação no resort ao fundo Arleen por pouco mais de R$ 3 milhões. O fundo integra uma estrutura de investimentos associada ao grupo empresarial de Vorcaro, segundo reportagens anteriores. Em fevereiro de 2025, a empresa ligada ao ministro deixou definitivamente o quadro societário do empreendimento.

Em nota encaminhada por meio da assessoria do STF, Toffoli afirmou que a venda de sua participação ocorreu antes de assumir a relatoria de processos envolvendo o Banco Master. O ministro declarou não conhecer o gestor do fundo que adquiriu sua fatia e negou ter recebido recursos de Vorcaro ou de seu cunhado. Segundo a manifestação, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e realizadas a valores de mercado.

Procurada, a defesa de Vorcaro não comentou o conteúdo das mensagens até a publicação das reportagens. O caso ganhou repercussão no contexto das discussões sobre a relatoria de investigações relacionadas ao Banco Master no STF. Após a apresentação de relatório da Polícia Federal com referências ao nome de Toffoli, foi protocolado pedido de suspeição contra o ministro, tema que passou a ser debatido internamente na Corte.

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