Intenção de matar a mulher descarta pedido de desclassificação para lesão corporal seguida de morte

Intenção de matar a mulher descarta pedido de desclassificação para lesão corporal seguida de morte

O Desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do Tribunal de Justiça do Amazonas negou a Celésio Marques Rezende, pedido para que se alterasse para lesão corporal seguida de morte o crime a si imputado de ter assassinado a companheira Anazilda Cordeiro Barra, fato ocorrido no Amazonas, na Comunidade Pari-Cachoeira, em São Gabriel, após discussão familiar banal. A vítima foi surpreendida com diversos socos e pontapés que lhe causaram a morte, fato ocorrido em fevereiro de 2021. Denegado o recurso, mantém-se o julgamento do ocorrido pelo Tribunal do Júri. 

O réu havia pedido a desclassificação do crime para o de lesão corporal seguida de morte, pois alegou que não houve prova de que havia agido com a vontade de matar a vítima. O julgado, ao firmar  a sentença atacada editou que houve ‘meios de prova que evidenciaram os indícios de autoria, os quais corroboraram a conclusão de que o acusado, ora recorrente, deve ser pronunciado’. 

Testemunhas informaram que o acusado, no dia dos fatos, agrediu violentamente a vítima até que ela perdesse os sentidos, colocando-a para deitar na cama do casal, próxima a criança, que, mesmo com a mãe morta, ainda tentava s amamentar nos seios da vítima. 

Durante a prática do homicídio o acusado esteve sob o uso de bebida alcoólica, e firmou que ingeriu as bebidas, não se recordando, com segurança, do que havia ocorrido. Autoria e materialidade de um crime de homicídio restaram suficientemente demonstrados para serem levados ao Tribunal do Júri, a quem compete o processo e julgamento desses fatos, firmou o julgado, mantendo a sentença de pronúncia. 

Processo nº 0600040-71.2021.8.04.6900

Leia o acórdão:

Primeira Câmara Criminal. Recurso em Sentido Estrito n.º 0600040-71.2021.8.04.6900 . Relator: Desembargador JOSÉ HAMILTON SARAIVA DOS SANTOS. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ART. 121, § 2.º, INCISOS II, IV E VI, DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINARES. NULIDADE DA DECISÃO DE PRONÚNCIA. CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. NÃO VERIFICADA. CERCEAMENTO DE DEFESA. NOMEAÇÃO DE ADVOGADO DATIVO. PREJUÍZO NÃO CONSTATADO. AUSÊNCIA DE EXAME DE CORPO DE DELITO. PRESCINDIBILIDADE. DEMAIS ELEMENTOS DE PROVA. PRECEDENTES. PLEITO DE DESPRONÚNCIA. IMPOSSIBILIDADE. DECISUM QUE RECONHECE A MATERIALIDADE E OS INDÍCIOS DE AUTORIA. PREVALÊNCIA DO PRINCÍPIO IN DUBIO PRO SOCIETATE. PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE LESÃO CORPORAL, SEGUIDA DE MORTE. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE PROVA, SEGURA E INEQUÍVOCA, RELATIVA À  INEXISTÊNCIA DE ANIMUS NECANDI. PEDIDO DE AFASTAMENTO DAS QUALIFICADORAS. IMPOSSIBILIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES, OBTIDOS POR MEIO DE PROVAS COLHIDAS NA FASE INQUISITORIAL E NA FASE JUDICIAL, DA OCORRÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS. QUESTÃO A SER DIRIMIDA

 

Leia mais

Empréstimo de R$ 1,46 bi do Amazonas seguirá para assinatura, mas sem desembolso prévio

O juiz Ricardo Augusto Campolina de Sales, da 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas, manteve o avanço da operação de crédito...

Idade mínima exigida em edital de concurso deve ser cumprida na inscrição, diz STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, com voto do Ministro Alexandre de Moraes, manteve decisão que considerou válida a exigência de idade mínima...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Empréstimo de R$ 1,46 bi do Amazonas seguirá para assinatura, mas sem desembolso prévio

O juiz Ricardo Augusto Campolina de Sales, da 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas, manteve o...

Novas tecnologias levam Justiça Eleitoral a reforçar regras de votação

A rápida evolução de dispositivos eletrônicos tem levado a Justiça Eleitoral a atualizar orientações e procedimentos para garantir o...

Mulher que sofreu ruptura de prótese mamária será indenizada por falha no produto

A 3ª Vara Cível da comarca de Jaraguá do Sul (SC) condenou uma fabricante de próteses mamárias a indenizar...

Distanciamento familiar e ingratidão não revogam doação de imóvel de pai para filho

A 3ª Vara Cível da comarca de Joinville (SC) negou o pedido de um homem que buscava revogar a...