Consumidor não obtém medida judicial para impor realização de procedimento médico eletivo em Manaus

Consumidor não obtém medida judicial para impor realização de procedimento médico eletivo em Manaus

O Desembargador Délcio Santos do Tribunal do Amazonas ao relatar recurso de apelação contra Hap Vida Plano de Saúde concluiu que o consumidor não sofreu os danos alegados na ação de obrigação de fazer. A medida foi proposta por V.C.S, que indicou falha na prestação do serviço por demora na realização de cirurgia de aneurisma cerebral. A ação foi julgada improcedente no juízo recorrido, e o Autor buscou a reforma da sentença, porém, o entendimento foi mantido na Corte de Justiça. 

O Autor/Apelante visou conseguir que ao Plano de Saúde fosse imposta condenação ao pagamento de indenização por danos morais, em decorrência de suposta falha na prestação do serviço médico-hospitalar ante a demora na realização de cirurgia de aneurisma cerebral, além de insistir no fato de que o plano deveria ser obrigado à realização de novo procedimento cirúrgico. 

O procedimento inaugural fora realizado, embora em hospital de cobertura do plano de saúde em outra unidade diversa de Manaus, segundo a decisão, sem a falha na prestação do serviço, pois foi autorizado em 12(doze) dias úteis após a solicitação e em respeito à Resolução da Agência Nacional de Saúde, em breve lapso de tempo assim considerado ante a necessidade de transferência do paciente. 

Lado outro, o acórdão concluiu que a inexistência de justificativa para a realização de cirurgia complementar constituir-se-ia em procedimento eletivo, demonstrado ante laudos médicos recentes que não denotavam riscos iminentes ou sequer a imprescindibilidade na realização da embolização complementar, passível de programação. 

“A inexistência de justificativa para realização de cirurgia complementar porquanto os laudos médicos mais recentes não denotam risco iminente ou sequer a imprescindibilidade na realização da embolização complementar, tratando-se claramente de procedimento eletivo e passível de programação”, firmou o decisum.

Processo nº 0649050-28.2018.8.04.0001

Leia o acórdão:

SEGUNDA CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL – MANAUS PROCESSO N.º 0649050-28.2018.8.04.0001. Apelante: V.C.S. APELADO: HAPVIDA ASSISTENCIA MEDICA LTDA. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. HOSPITAL E PLANO DE SAÚDE. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. NÃO OCORRÊNCIA. DANOS MORAIS. INEXISTÊNCIA.  NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE CIRURGIA. NÃO COMPROVAÇÃO. PROCEDIMENTO
ELETIVO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO

 

Leia mais

Ter respondido a ação penal prescrita não justifica exclusão de candidato de concurso da PM

Edson Fachin barra recurso do Amazonas e preserva decisão do TJAM que garantiu retorno de candidato eliminado na investigação social por ter respondido a...

Aluno deve ser indenizado se ficar à espera injustificada de diploma após concluir faculdade

A demora injustificada de uma instituição de ensino para entregar o diploma a um aluno que já concluiu regularmente a graduação pode gerar indenização...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Empresa é multada por citação de jurisprudência inexistente

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) aplicou multa por litigância de má-fé a...

Projeto prevê dedução de despesas com cães e gatos no Imposto de Renda

Projeto de lei apresentado recentemente permitiria a dedução do Imposto de Renda de despesas com consultas, tratamentos e exames...

Certidões de óbito deverão trazer contexto da causa da morte em caso de ação policial

Os registros de óbito que tenham acontecido por ação dos órgãos de segurança pública devem informar o contexto da...

STF determina soltura de desembargador preso na Operação Unha e Carne

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice. Ele...