Alegação de fraude em débito sem consistência jurídica é julgada improcedente pela Justiça

Alegação de fraude em débito sem consistência jurídica é julgada improcedente pela Justiça

Não é razoável acreditar que um suposto fraudador parcele a dívida e realize o pagamento de débitos anteriores da linha telefônica, pois o desembolso não é típico de quem quer se aproveitar ou ter lucro fácil à custa de golpes. 

Decisão do juiz Antônio Carlos Marinho Bezerra, do Juizado Cível, em Manaus, rejeitou a alegação de fraude apresentada pelo autor de uma ação judicial, confirmando a legitimidade de um débito e a inscrição do nome do autor em cadastros de inadimplentes.

O caso envolveu um consumidor que alegava a irregularidade das cobranças feitas por uma empresa de telefonia celular, afirmando nunca ter tido acesso a uma linha telefônica da empresa que justificasse os débitos encaminhados para o cadastro de inadimplentes.

No entanto, a empresa apresentou diversas telas de seu sistema interno, indicando a existência de uma linha vinculada ao autor desde pelo menos janeiro de 2023. Esses registros incluíam faturas pagas e débitos pendentes. Além disso, foram apresentados relatórios de utilização da linha e faturas no nome do autor.

O juiz argumentou que não seria razoável acreditar que um suposto fraudador parcelaria uma dívida e realizaria o pagamento de débitos anteriores da linha telefônica, pois tal comportamento não é típico de quem deseja se aproveitar ou obter lucro fácil por meio de golpes. Com base nos documentos apresentados e no comportamento regular de pagamento, o magistrado concluiu que o débito foi constituído de maneira legítima.

Assim, a inscrição do autor em cadastros de inadimplentes foi considerada um exercício regular do direito do credor. Consequentemente, o pedido de reparação por danos morais, devido ao lançamento da dívida, foi julgado improcedente.

A decisão destaca a importância da apresentação de provas consistentes para afastar alegações de fraude e confirma a legitimidade do credor em proteger seus direitos por meio dos cadastros de inadimplentes.

Leia mais

Parcelas elevadas de empréstimo não afastam capitalização de juros sem prova mínima de abuso bancário

Justiça rejeita pedido de revisão contratual e mantém negativação ao concluir que não houve comprovação de juros ilegais em contratos firmados com a Caixa....

Limite de idade: Justiça afasta regra em edital e garante matrícula de aluno em colégio militar

O direito à educação do menor não pode ser limitado por regra de idade criada apenas em edital, sem previsão em lei. Com esse...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Laboratórios são condenados por falso positivo em exame para cocaína

Dois laboratórios foram condenados pela 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a indenizar um...

Homem é condenado por disparar arma contra mulher durante briga no DF

A Vara Cível de Planaltina condenou homem a indenizar, por danos morais e materiais, mulher atingida no braço por...

Sete anos de Brumadinho: acordo conduzido pela Justiça do Trabalho avança na reparação de todas às vítimas

Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro...

PF faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master

A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel, onde investiga suspeita de...