Uber pode bloquear motorista com base em relatos de condutas inapropriadas

Uber pode bloquear motorista com base em relatos de condutas inapropriadas

adobe stock

Diante da constatação de diversas reclamações de usuários, o 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, no Estado do Maranhão, entendeu que a Uber tem o direito de bloquear um motorista na sua plataforma.

O homem pedia o desbloqueio da sua conta para poder voltar a atuar pela plataforma após ser afastado. Em sua defesa, a empresa explicou que a desativação do cadastro ocorreu devido a vários relatos de condutas inapropriadas e questionamentos quanto à qualidade do serviço prestado.

A juíza Janaína Araújo de Carvalho observou que o motorista de fato foi alvo de diversas reclamações, incluindo um caso grave relacionado a uma conduta de assédio sexual.

Para a magistrada, a Uber agiu corretamente ao desativar a conta, “pautada no exercício regular de um direito e nos princípios da autonomia da vontade e da liberdade contratual”.

De acordo com Janaína, a empresa deve “primar pela segurança dos usuários da plataforma, bem como pela qualidade da prestação dos seus serviços”.

Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo teve o mesmo entendimento em uma decisão semelhante. O caso envolveu outro motorista, que recebeu sucessivas denúncias de importunação sexual. Com informações da assessoria de imprensa da Corregedoria Geral da Justiça do TJ-MA.

Processo 0800484-39.2022.8.10.0007

Leia a decisão

Leia mais

Reconhecimento formal é dispensável quando vítima já conhecia acusado

Decisão do STJ em caso do Amazonas manteve condenação de homem a 11 anos por roubo; vítimas disseram que ele já frequentava o estabelecimento. O...

Condenação não impede análise de ANPP antes do trânsito em julgado e STJ devolve caso ao Amazonas

Uma condenação criminal ainda não definitiva não impede, por si só, que o Ministério Público examine a possibilidade de oferecer acordo de não persecução...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Condenação por violência doméstica justifica participação do agressor em grupo reflexivo

​A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a condenação por crime de violência doméstica e...

Justiça confirma indenização a casal após cancelamento de casamento oito dias antes da cerimônia

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal (TJDFT) manteve a condenação de um empresário ao pagamento...

Justiça mantém condenação por estelionato sentimental contra vítimas vulneráveis

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação de mulher...

Justiça mantém condenação por “golpe da panela” contra idosa

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação de homem por...