Tem que provar o dolo: Justiça inocenta pai acusado de injúria por orientação sexual

Tem que provar o dolo: Justiça inocenta pai acusado de injúria por orientação sexual

A 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a absolvição de um homem acusado de ofender o próprio filho em razão de sua orientação sexual. O julgamento ocorreu na Comarca de Tatuí.

O Ministério Público havia recorrido contra a decisão de primeira instância, que absolveu o réu por entender que não ficou comprovada a intenção específica de discriminar. O homem era acusado com base na lei que trata dos crimes de preconceito, após supostas ofensas feitas durante uma discussão familiar.

Ao analisar o caso, o Tribunal concluiu que as falas ocorreram em meio a um desentendimento acalorado entre pai e filho, em um contexto de relação familiar conturbada. Para os desembargadores, não ficou demonstrado, de forma clara, que o objetivo do acusado era discriminar por orientação sexual.

Segundo o colegiado, embora as expressões utilizadas sejam reprováveis, o conjunto de provas não afastou a dúvida sobre a real intenção do réu. E, no Direito Penal, quando há dúvida relevante, a decisão deve favorecer o acusado.

O recurso do Ministério Público foi negado, e a absolvição foi mantida.

1500631-26.2025.8.26.0378

Leia mais

Recaptura de preso em lugar diverso não permite mudança do juízo da execução da pena

A execução da pena privativa de liberdade permanece sob a competência do juízo da condenação, não se deslocando automaticamente em razão de recaptura ou...

Filtro que se impõe: repetir argumentos da ação inicial impede análise de recurso, decide TJAM

O caso examinado teve origem em ação indenizatória ajuizada contra a rede Lojas Bemol, na qual a consumidora alegou a comercialização de motor-gerador com...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Cobrança vexatória sobre aparência de funcionária gera dever de indenizar

A forma de exigir padrões de apresentação pessoal no ambiente de trabalho pode gerar responsabilidade civil do empregador quando...

Recaptura de preso em lugar diverso não permite mudança do juízo da execução da pena

A execução da pena privativa de liberdade permanece sob a competência do juízo da condenação, não se deslocando automaticamente...

Filtro que se impõe: repetir argumentos da ação inicial impede análise de recurso, decide TJAM

O caso examinado teve origem em ação indenizatória ajuizada contra a rede Lojas Bemol, na qual a consumidora alegou...

Cassação de CNH deve ser anulada quando não há prova de notificação e a penalidade demora a ser executada

Sem prova de notificação e após quase dez anos, Justiça anula cassação de CNH em Manaus. A Administração Pública perde...