O quarto e último tiro atingiu uma das vítimas na perna, que permaneceu sangrando no rio. Já a outra vítima, ainda segundo o relato, pediu que o policial ajudasse o amigo baleado, enquanto o acusado ria da situação.
O caso se agrava ainda mais considerando que, posteriormente, o policial se dirigiu fardado ao hospital onde as vítimas se encontravam, na tentativa de intimidá-las. Além de tentar se utilizar de sua posição para coagir os homens, ele ainda os acusou de furtar um motor e uma tampa de gasolina.
As condutas citadas configuram, segundo o Código Penal, tentativa de homicídio qualificado e intimidação de testemunha/vítima.
Fundamentação
De acordo com o promotor de Justiça, Marcos Túlio Pereira Correia Júnior, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do policial militar para assegurar a proteção às vítimas, à ordem pública e à ordem social, tendo em vista que ele atirou, sem razão alguma, em duas pessoas que estavam desarmadas em um barco.
“Ele atirou em dois moradores da cidade de Maraã, depois se dirigiu ao hospital para intimidar a família da vítima que foi alvejada e ainda estava atrapalhando nas investigações da Polícia Civil”, comentou o promotor.
O resultado do exame de corpo de delito da vítima baleada, juntamente com os depoimentos colhidos das vítimas, demonstram a autoria e a materialidade do crime. A Justiça entendeu a necessidade de prisão preventiva, também, em razão de todos os envolvidos residirem na mesma localidade — o que deixa as vítimas vulneráveis caso o PM permaneça em liberdade.
A decisão foi proferida no último sábado (17/01), pelo juiz de Direito Daniel do Nascimento Manussakis.
Fonte: Comunicação Social do MPAM
