Incapacidade parcial pode levar à aposentadoria face as condições pessoais do segurado do Amazonas

Incapacidade parcial pode levar à aposentadoria face as condições pessoais do segurado do Amazonas

Nos autos do processo nº 0652381-81.2019 o Tribunal de Justiça do Amazonas acolheu recurso de apelação cível formulado por Aida Juvanete de Vasconcelos Torres e reformou sentença de primeiro grau ao determinar que o Instituto Nacional de Seguridade Social concedesse aposentadoria por invalidez por incapacidade parcial para o trabalho. Segundo o Acórdão “após a cessação do auxílio-doença laudo pericial constatou que o segurado restou com sequela irreversível, embora com capacidade parcial para o trabalho. Para o Tribunal de Justiça, deve haver a aplicação da justiça em harmonia com as condições do caso concreto. Foi reconhecido por perícia que a segurada restou por possuir permanentemente incapaz para o trabalho, porém apenas parcialmente. Mas o Tribunal fundamentou que o direito previdenciário tem natureza protetiva, devendo haver uma flexibilização na lei. O voto foi da Relatora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura, seguido à unanimidade pelo Colegiado. 

Para a desembargadora, o perito médico que foi designado pelo juízo recorrido concluiu que a autora “possui incapacidade permanente e parcial para o trabalho, entretanto, trata-se  de conclusão que não se coaduna a melhor justiça para a solução da controvérsia”.

Há outros aspectos relevantes que devem ser apreciados quando o segurado pede a aposentadoria por incapacidade parcial, frisou a relatora: “Em matéria previdenciária deve haver uma flexibilização na aplicação das leis, motivo pelo qual se afigura necessário, para a concessão de aposentadoria por invalidez, considerar-se outros aspectos relevantes, além dos elencados no art. 42 da Lei 3.213/91”.

No julgado foram apreciadas as condições socioeconômicas do segurado, sua situação profissional e cultural. Reportou-se ao fato de que o segurado sofreu uma lesão que deixou sequela que o impede de realizar atividades que necessitem elevar os ombros acima de 90(noventa) graus e carregar peso acima de 20% de seu peso corporal.

Leia o acórdão

 

Leia mais

Imóvel do casal pode até ser vendido sem aval da mulher, mas comprador não consegue transferi-lo

Um compromisso de compra e venda de imóvel firmado sem a concordância da mulher pode produzir efeitos entre as partes, mas não é suficiente...

Financiadora que apreende e vende veículo por falta de pagamento deve informar eventual saldo ao devedor

Uma consumidora que já havia pago cerca de 86% de um consórcio teve a motocicleta apreendida após deixar de quitar as parcelas finais. O...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STJ: prescrição de empréstimo sem prazo começa 30 dias após contrato

​A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, nos contratos de empréstimo de dinheiro sem previsão...

CNJ e BC assinam acordo para disciplinar pagamento de precatórios

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Banco Central assinaram na terça-feira (6) acordo para criação de regras...

PGR dá parecer favorável à retomada de visitas de Flávio ao pai

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, enviou na terça-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à...

Imóvel do casal pode até ser vendido sem aval da mulher, mas comprador não consegue transferi-lo

Um compromisso de compra e venda de imóvel firmado sem a concordância da mulher pode produzir efeitos entre as...