Transferência de controle da Amazonas Energia sofre percalço administrativo na Aneel

Transferência de controle da Amazonas Energia sofre percalço administrativo na Aneel

Na tarde desta quinta-feira (10), o relator do processo de transferência da distribuidora Amazonas Energia na Aneel, o diretor Fernando Mosna, declarou-se impedido de continuar atuando no caso, surpreendendo o setor. Mosna vinha participando de todos os processos relacionados à J&F, controladora da Âmbar, responsável pelo negócio de energia.

Essa decisão paralisou as deliberações da Aneel, que estava na iminência de avaliar novas demandas sobre a venda, enquanto ainda vigorava uma Medida Provisória (MP) que favorecia o controle da Amazonas Energia pela Âmbar.

A aprovação prévia do negócio, feita pelo diretor-geral Sandoval Feitosa na segunda-feira (7), ocorreu de maneira monocrática e sob uma liminar da Justiça Federal do Amazonas, sem a segurança necessária para o pretenso grupo controlador. 

A expectativa era que o caso fosse analisado pela diretoria na terça-feira (8), mas Mosna retirou o processo da pauta. O Grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista recorreu, por temer ficar sob o amparo de um decisão judicial precária que pode ser revertida pela Justiça em segunda instância, uma vez que houve recurso da própria Aneel contra o processo de transferência. 

Sem o relator, a Aneel não possui o quórum mínimo necessário para deliberar sobre a venda, uma vez que, além de Mosna, outro diretor está de férias, deixando a agência desfalcada. A decisão de Mosna coloca em risco a conclusão da venda, já que a MP que facilitava o processo perde a validade e a J&F poderá desistir do negócio sem a segurança jurídica necessária.

O grupo empresarial já havia sinalizado a possibilidade de não prosseguir com a compra, caso a aprovação não fosse confirmada pela Aneel durante a vigência da MP. Agora, resta à J&F decidir se assinará o contrato sem uma decisão administrativa final ou se seguirá adiante com risco de questões judiciais futuras, o que o novo grupo já acenou temer enfrentar. 

Leia mais

Fraude à cota de gênero: TRE barra recurso de vereadores e mantém mudança na Câmara de Uarini

Presidência do TRE-AM inadmitiu recurso especial e negou efeito suspensivo contra acórdão que cassou diplomas, anulou votos do Avante e determinou redistribuição das vagas O...

Desastre evitável, sustenta MPF em ação de R$ 153,9 milhões por queda de ponte na BR-319

Procuradoria aponta risco “concreto, real e previsível”, falhas de inspeção e manutenção e diz que sinais anteriores ao colapso não receberam resposta adequada Quase quatro...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Fraude à cota de gênero: TRE barra recurso de vereadores e mantém mudança na Câmara de Uarini

Presidência do TRE-AM inadmitiu recurso especial e negou efeito suspensivo contra acórdão que cassou diplomas, anulou votos do Avante...

Justiça do Trabalho nega liminar em ação sobre paralisação nacional dos bancários

O juiz Denilson Bandeira Coelho, da 20ª Vara do Trabalho de Brasília, indeferiu, nesta quinta-feira (20), o pedido de...

Eleições 2026: saiba o que é permitido e proibido no dia da votação

Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, em 4 de outubro, muitos eleitores se perguntam sobre o...

Desastre evitável, sustenta MPF em ação de R$ 153,9 milhões por queda de ponte na BR-319

Procuradoria aponta risco “concreto, real e previsível”, falhas de inspeção e manutenção e diz que sinais anteriores ao colapso...