TJ-AL nega recurso e mantém absolvição de Lira em acusação de peculato

TJ-AL nega recurso e mantém absolvição de Lira em acusação de peculato

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (19/7), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu manter sentença da 3ª Vara Criminal de Maceió que absolveu o presidente da Câmara dos Deputados de acusação de peculato. A informação é da Folha de S. Paulo.

A decisão confirmada foi proferida em 2020 pelo juiz Carlos Henrique Pita Duarte. Lira foi acusado de comandar um esquema de “rachadinhas” (quando o parlamentar supostamente fica com parte do salário dos funcionários do gabinete) entre 2003 e 2006 quando era deputado estadual.

Na ocasião, o magistrado considerou as provas contra Lira nulas por entender que as diligências da Polícia Federal invadiram competência da Justiça estadual.

A decisão do TJ-AL foi provocada por recurso apresentado pelo Ministério Público de Alagoas.

 

Na decisão desta quarta-feira, enquanto o desembargador Jão Luiz Azevedo Lessa, relator do caso, votou para acolher o recurso do Ministério Público contra Lira (sendo seguido pelo desembargador José Carlos Malta Marques), os magistrados Celyrio Adamastor Tenório Accioly e Washington Luiz Damasceno Freitas votaram por manter a absolvição do presidente da Câmara.

Com o empate, prevaleceu o princípio do in dubio pro reo. Por meio de nota, o MP-AL afirmou que irá recorrer da decisão:

“A instituição apoia seu argumento no caso semelhante do réu José Francisco Cerqueira Tenório, também indiciado por crimes da mesma natureza, no âmbito da Operação Taturana. Nesse caso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que havia crimes federais justificavam a supervisão do inquérito pelo TRF-5, tais como crimes contra o sistema financeiro e crimes previdenciários”, diz o texto da promotoria.

Com informações do Conjur

Leia mais

STJ anula provas por ingresso policial irregular e absolve réu por tráfico no Amazonas

A entrada em domicílio sem mandado judicial exige a presença de fundadas razões previamente demonstráveis, não sendo suficiente a mera denúncia anônima desacompanhada de...

TCE-AM declara ilegal ato da Polícia Civil que limitava atestados médicos e determina devolução de descontos

O Tribunal Pleno do TCE-AM, por unanimidade e nos termos do voto do auditor-relator, declarou ilegal ato da Polícia Civil do Amazonas que limitava...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Senado aprova uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

Agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças, em casos de violência doméstica, deverão usar tornozeleira...

Comissão aprova endurecimento de pena para proteger mulheres de agressores presos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2083/22,...

Regras do ECA Digital acabam com desordem normativa, diz Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elogiou nesta quarta-feira (18) a assinatura dos decretos presidenciais para...

AGU dá parecer contrário à flexibilização do estupro de vulnerável

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta quarta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer pela inconstitucionalidade de decisões...