Segurança do trabalho: valor recuperado pela AGU com ações regressivas cresce 10% em 2023

Segurança do trabalho: valor recuperado pela AGU com ações regressivas cresce 10% em 2023

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve na Justiça, ao longo de 2023, o ressarcimento aos cofres públicos de R$ 66 milhões referentes a gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com pagamento de benefícios relacionados a acidentes de trabalho. O valor representa um aumento de 10% em comparação ao montante obtido com ações regressivas previdenciárias no ano anterior.

Nas ações regressivas, a AGU busca na Justiça o reconhecimento de que a negligência da empresa em cumprir as normas de segurança do trabalho foram decisivas para o acidente que vitimou o trabalhador, de modo que não cabe à seguridade social arcar com as despesas previdenciárias decorrentes do episódio, como auxílio-doença ao segurado ou a pensão aos dependentes nos casos de morte do funcionário. A taxa de êxito da AGU nas ações regressivas previdenciárias foi de aproximadamente 80% em 2023.

“Nossa atuação vem melhorando a cada ano, mas o objetivo principal nesse caso não é o arrecadatório, mas sim o pedagógico”, ressalta o subprocurador-geral Federal de Cobrança e Recuperação de Créditos, Fábio Munhoz. “É mostrar para as empresas que vale muito mais a pena cumprir as leis e as normas regulamentadoras, para evitar acidentes de trabalho, do que sofrer depois as ações regressivas”, explica.

Parceria com fiscalização

A grande maioria das ações são propostas com o auxílio do trabalho feito pelos auditores-fiscais do trabalho, que visitam as empresas in loco e apresentam um minucioso relatório com a descrição das condições de trabalho, das circunstâncias do acidente e da rotina vivida pelos trabalhadores. O material fundamenta os argumentos levado à justiça pela AGU na hora de solicitar o reembolso dos valores pagos pelo INSS.

Com informações da AGU

Leia mais

Efetivação sem concurso antes da Constituição não assegura permanência no cargo

O fato de um servidor ter sido enquadrado como efetivo antes da Constituição de 1988 não basta para assegurar sua permanência no cargo quando...

Justiça manda plano indenizar em R$ 10 mil após paciente ter tratamento interrompido

A Justiça do Amazonas condenou uma operadora de plano de saúde a pagar R$ 10 mil por danos morais após interromper o tratamento de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Cliente deve ser indenizada por ter conta bancária encerrada sem aviso

Uma moradora de Muriaé, na Zona da Mata, deve ser indenizada pelo encerramento sem aviso de sua conta bancária....

Justiça reconhece fraude em empréstimos consignados e bancos indenizarão aposentado rural em R$ 3 mil

A Vara Única da Comarca de Santo Antônio (RN) declarou a inexistência de contratos de empréstimo consignado firmados em...

Justiça condena consumidor por má-fé após comprovar contratação de serviço de telefonia

Um consumidor que ajuizou ação contra uma operadora de telefonia teve os pedidos julgados improcedentes após não comprovar que...

Bolsonaro pede liberação de visitas de Flávio na prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação das visitas do senador...