Postagens homofóbicas no Facebook causam demissão de Procurador em São Paulo

Postagens homofóbicas no Facebook causam demissão de Procurador em São Paulo

A PGE/SP- Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, por meio de PAD-Procedimento Administrativo Disciplinar- aplicou pena de demissão ao procurador Caio Augusto Limongi Gasparini. O ato foi assinado pela Procuradora Geral, Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado. Crime de racismo, atos de homofobia e transfobia teriam sido imputados ao servidor. 

Além de práticas preconceituosas, o procurador também teria induzido outras pessoas ao cometimento de ilícitos. Ao longo de 2019 e 2020, o servidor associou em diversas postagens a comunidade LGBT às práticas de pedofilia e homicídios de crianças, além de ligar pessoas gays, lésbicas e trans a termos como degeneração, anormalidade, tragédia, monstruosidade, destruição da sociedade e morte.  Nas postagens, o procurador registrava que seria preciso ‘lutar, custe o que custar’ para se acabar com as práticas que dizia ‘combater’. 

“É preciso bastante intolerância, porque a que tem é pouca”  teria editado o procurador. Um inquérito, a pedido da PGE/SP, foi instaurado pelo Ministério Público, para o qual foram encaminhadas cópias dessas postagens, sobrevindo a posterior denúncia. Segundo a peça acusatória ‘ao publicar manifestações pessoais de forma livre, reiterada, consciente e propositadamente aberta na plataforma Facebook, expressando ideias de inferiorização, aversão, nojo, estigmatização, aversão e desqualificação do grupo LGBT+, o denunciado teria praticado condutas que evidenciaram racismo, editaram os Promotores. 

Na PGJ, a pena de demissão foi imposta com base na Lei Complementar 1.270/2015, onde se prevê a pena de ‘demissão a bem do serviço público’. A conduta do procurador se inseriu na previsão de ‘procedimento irregular de natureza grave’, no caso, a prática do crime de racismo, por homotransfobia.

As condutas homofóbicas e transfóbicas podem ser igualadas ao crimes de racismo por expressa permissão do Supremo Tribunal Federal, por se reconhecer a demora do Congresso em legislar sobre a matéria. 

 

Leia mais

Morte de paciente que pediu medicamento na Justiça não afasta honorários devidos pelo Estado

Ministra Maria Thereza de Assis Moura manteve condenação do Amazonas ao pagamento de R$ 5 mil à Defensoria Pública após reconhecer impedimento processual ao...

STJ mantém anulação de condenação definitiva por tráfico após entrada policial sem mandado

Quinta Turma, com voto do Ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, considerou ilegal a apreensão de drogas em residência após denúncia anônima, revista pessoal...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

AGU busca recuperar R$ 190 milhões de integrantes do PCC e do CV

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis, nesta terça-feira (20), para recuperar bens, no valor de R$...

Saiba como consultar o seu local de votação

Quem vai votar neste segundo turno das eleições precisa ficar atento às mudanças em locais de votação. Segundo dados...

Justiça condena clínica veterinária por morte de cão durante banho

O 1º Juizado Especial Cível de Águas Claras (DF) condenou uma clínica veterinária a indenizar os tutores de um...

Eleições 2026: nenhum eleitor pode ser preso a partir desta terça

A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, nenhum eleitor pode ser preso ou...