Pai é condenado a nove anos de prisão por atirar em filha na presença da mãe da jovem

Pai é condenado a nove anos de prisão por atirar em filha na presença da mãe da jovem

Nessa quarta-feira, 2/4, um pai foi condenado pelo Tribunal do Júri de Brasília a nove anos e dois meses de reclusão, em regime inicial fechado, por atirar contra a própria filha, de 21 anos à época dos fatos, na frente da mãe da jovem. O réu acabou condenado por tentativa de feminicídio, qualificado pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, em contexto de violência doméstica contra a mulher. Além da condenação penal, o réu ainda deverá indenizar a filha no valor de R$ 1 mil reais.

O crime foi praticado, na tarde de 18 de junho de 2023, no Setor Leste da Cidade Estrutural/DF.  Segundo a denúncia, o acusado é pai da vítima e mantém relacionamento conturbado com a mãe dela. Na tarde dos fatos, o casal voltou a se desentender e a mãe chamou a filha para ajudá-la, pois temia por sua segurança.

A vítima foi até a casa dos pais para defender a mãe, oportunidade em que o pai ficou ainda mais agressivo e elas fugiram de casa e refugiaram-se no banheiro de uma loja localizada nas proximidades. Nesse momento, o réu se armou e foi até o local. Assim que encontrou mãe e filha dentro do banheiro, atirou contra a filha e fugiu em seguida. A jovem não foi ferida gravemente e recebeu atendimento médico.

Na análise do processo, a juíza presidente do Júri destacou que o réu é portador de maus antecedentes e sua conduta social deve ser entendida como negativa, de acordo com o histórico de violência doméstica comprovado pelos vários processos a que respondeu e foram registrados em sua Folha de Antecedentes Penais (FAP).

Sendo assim, a magistrada negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a imediata execução da condenação, com a prisão do acusado.

Processo: 0730097-64.2023.8.07.0001

Com informações do TJ-DFT

Leia mais

Comprador que aceita distrato não pode cobrar danos morais da construtora, fixa Justiça

Quando as partes encerram voluntariamente um contrato e conferem quitação mútua por meio de transação formal, não é possível reabrir discussões sobre o vínculo...

Dano moral presumido: sem prova da origem do crédito cedido, cessionária responde por negativação

Segundo o voto, não basta apresentar o documento de cessão registrado em cartório. É preciso também mostrar o contrato que originou a dívida entre...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Projeto permite rescindir sentença baseada em lei inexistente

O Projeto de Lei 6206/25, da deputada Denise Pessôa (PT-RS), prevê a possibilidade de rescisão de sentença fundada em...

TJAC mantém condenação de policial penal que colaborou com tráfico de drogas

A Câmara Criminal do TJAC manteve a condenação do policial penal por colaboração com o tráfico de drogas. O...

Perda de imóvel após revelia em ação trabalhista leva à condenação de advogada omissa

  3ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve sentença que condenou uma advogada ao pagamento...

Justiça condena companhia aérea a reembolsar comissária por custos de maquiagem, manicure e cabelo

A 8ª Turma do TRT da 2ª Região reformou sentença para deferir indenização por despesas com produtos e serviços...