Mulher é denunciada por morte de filha de sete meses no RJ

Mulher é denunciada por morte de filha de sete meses no RJ

A 1ª Promotoria de Justiça junto à 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu denunciou, nesta quarta-feira (24/05), por homicídio qualificado, Isabel Cruz de Souza. De acordo com a denúncia, Isabel matou a própria filha, Marina Souza da Silva, de apenas sete meses, ao desobedecer ordem médica e amamentar a criança, que estava internada com quadro de insuficiência respiratória, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Nova Iguaçu. A denunciada também deixou o local sem o consentimento da equipe médica, o que agravou o estado de saúde de Marina e ocasionou seu óbito por asfixia por bronco-aspiração.

A denúncia relata que, no dia 19 de abril de 2023, a denunciada, consciente e voluntariamente, assumindo o risco e descumprindo seu dever legal de cuidado, proteção e vigilância, ignorou deliberadamente as determinações médicas de não amamentar a vítima, que encontrava-se internada na sala amarela da unidade de saúde. Ato contínuo, ao ter ciência do ocorrido, o médico que atendeu a vítima dirigiu-se ao local para orientar a denunciada a não amamentar a criança, pois o ato poderia agravar o estado clínico da mesma, o que foi descumprido pela denunciada e culminou com o óbito da criança.

A denunciada, porém, passou a debochar do profissional de saúde, dizendo que iria contrariar a determinação médica e amamentar sua filha. Enquanto a equipe médica notificava a administração da UPA para que fossem acionados a Polícia Militar e o Conselho Tutelar, a denunciada, embora lhe tivessem informado que não seria possível levar a vítima do local em estado crítico, iniciou discussão com o corpo médico e deixou o local com a criança.

Minutos depois, o tio da vítima retornou à UPA com Marina, que passou a receber tratamento mas, logo a seguir, apresentou bronco aspiração, teve uma parada cadiorrespiratória e veio a falecer no local. A denúncia ressalta que o crime, além de praticado por genitora de menor de 14 anos, foi cometido por meio que impossibilitou a defesa da vítima.

Com informações do MPRJ

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