Lula e Bolsonaro tendem a não manter, se eleitos, o teto que limita gastos públicos

Lula e Bolsonaro tendem a não manter, se eleitos, o teto que limita gastos públicos

Desde 2017 vigora no Brasil uma norma que restringe o teto dos gastos públicos e que limita o  orçamento do governo federal. Desta forma, o crescimento dos gastos púbicos se vincula ao controle da lei, como se fosse um congelamento desses gastos. A ideia veio na medida em que os gastos públicos, estariam, segundo os especialistas em trajetória insustentável. No entanto, a contenção traz reflexos negativos para a economia, como a proibição de aumentar os salários dos servidores no ano seguinte, vedações a concursos públicos, proibição de criar novos cargos no serviço público. Dentro desta visão, os candidatos mais exponenciais à Presidência da República, e, nessa ordem, Lula e Bolsonaro têm deixado claro que não se interessam em manter essas regras de contenção, evidente, se acaso forem eleitos. 

Luiz Inácio Lula da Silva defende enfaticamente a revogação do teto de gastos e esse conteúdo está inserido, de forma literal e escrita, na proposta que define o plano de governo do candidato à Presidência da República, e que foi oficialmente entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Para Lula, o regime fiscal brasileiro deve ser revisto, pois seria inoperante na forma atual, e o denominou de “disfuncional e sem credibilidade”.

Bolsonaro tem demonstrado, no mesmo sentido, que a quebra da regra dos gastos públicos tenda a evoluir, inclusive a patrocinou com a edição da Pec das Bondades. O Ministro Guedes, inclusive, declarou que houve furos no teto, mas que esses furos foram por “motivos certos”. 

A PEC das Bondades, do Presidente Bolsonaro criou um estado de emergência para permitir um furo de 41 milhões de reais no teto, além da PEC dos Precatórios, que, em 2021, abriu um espaço de 106 bilhões de reais no Orçamento para que políticos pudessem usar mais verbas, durante o ano eleitoral. Bolsonaro teve que articular com o Congresso Nacional, face a imperatividade de mudanças constitucionais. 

Limitar os gastos significa que ninguém pode gastar mais do que arrecada. O protagonista do cenário jurídico em que o teto ou limite dos gastos públicos se formalizou foi o ex-Presidente da República, Michel Temmer, que manifestou sua preocupação em que, com esses anúncios, seja Lula ou Bolsonaro, o país “possa sair dos trilhos” fiscais. 

Leia mais

Sem documento exigido no edital, não há direito à participação em etapa do Revalida

A invocação do princípio da isonomia em concursos públicos não pode servir para afastar as próprias regras que garantem a igualdade entre os candidatos....

Servidor não pode perder tempo de serviço por atraso da administração na formalização de atos

O marco inicial para progressão funcional de servidor público deve corresponder ao momento em que são preenchidos os requisitos legais, especialmente o tempo de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Paciente que abandona tratamento por vontade própria não tem direito a indenização

A 7ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve sentença que negou pedido de indenização...

Comissão aprova proibição do termo ‘quarto de empregada’ em projeto arquitetônico

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 18/25, que proíbe o uso...

Comissão aprova projeto que permite o afastamento imediato de agressores de crianças

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 747/25, do...

Ex-presidente do BRB pede transferência à PF para negociar delação

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, pretende...