IPVA não deve recair sobre veículo considerado irrecuperável, fixa Justiça

IPVA não deve recair sobre veículo considerado irrecuperável, fixa Justiça

A cobrança de IPVA torna-se indevida quando persiste mesmo após o proprietário perder o veículo, situação que ocorre se o automóvel for considerado irrecuperável devido a um acidente ou sinistro.

No caso em questão, o juiz julgou procedente o pedido e isentou o autor do tributo. O Estado recorreu, mas a sentença foi mantida, considerando que o autor não solicitou a exclusão do registro do carro no Detran nem a baixa definitiva, mas apenas o direito de ficar isento do débito lançado contra sua pessoa. 

Para conceder a isenção, o Juiz Marco A.P.Costa se baseou em laudo pericial expedido pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica que comprovou a perda total do veículo.  Conforme previsto em lei estadual, é isento da cobrança do IPVA o proprietário do veículo em razão da retirada do automóvel de circulação, a partir da data do sinistro.

No preceito legal, inexiste o requisito objetivo da baixa do veículo no DETRAN. Desta forma, decisão relatada pelo Desembargador Airton Luís Correa Gentil, considerou o acerto da decisão. 

“No caso específico dos autos, tendo em vista que restou comprovada a perda total do veículo automotor objeto da controvérsia em razão de acidente, a perda do objeto tributável conduz à inexigibilidade da cobrança do IPVA por inexistência do fato gerador”, dispôs decisão colegiada do TJAM. 

Prevaleceu o entendimento de que no Estado do Amazonas, o contribuinte de IPVA é todo aquele proprietário de veículo automotor licenciado e registrado no Estado, podendo ele fazer jus a isenção deste tributo quando da ocorrência de sinistro que tenha causado a perda total do automóvel.


Processo n. 0686255-23.2020.8.04.0001 
Classe/Assunto: Apelação Cível / IPVA – Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores
Relator(a): Airton Luís Corrêa Gentil
Comarca: Manaus
Órgão julgador: Terceira Câmara Cível
Data do julgamento: 21/10/2024
Data de publicação: 21/10/2024
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CIVIL E TRIBUTÁRIO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE ISENÇÃO FISCAL. IPVA. PERDA TOTAL. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO

Leia mais

Golpe da falsa “margem consignável” leva empresa a devolver em dobro valor transferido via Pix no AM

A promessa de aumento da margem consignável levou uma aposentada do interior do Amazonas a contrair um empréstimo e transferir integralmente o valor recebido,...

Contrato temporário não prevalece sobre cadastro de reserva, diz TJAM ao mandar nomear candidato

Passar em concurso fora do número de vagas normalmente não garante a nomeação. Mas isso muda quando o próprio poder público mostra, na prática,...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Medida de segurança não pode ser eterna: Justiça fixa limite e afasta tornozeleira em caso de inimputável

Tribunal de Justiça da Paraíba fixa limite de 30 anos para medida de segurança e afasta tornozeleira em caso...

Universidade não pode bloquear rematrícula por dívida de curso diferente, decide TJAL

A inadimplência em contrato anterior não autoriza instituição de ensino superior a impedir a rematrícula do aluno em curso...

Golpe da falsa “margem consignável” leva empresa a devolver em dobro valor transferido via Pix no AM

A promessa de aumento da margem consignável levou uma aposentada do interior do Amazonas a contrair um empréstimo e...

Contrato temporário não prevalece sobre cadastro de reserva, diz TJAM ao mandar nomear candidato

Passar em concurso fora do número de vagas normalmente não garante a nomeação. Mas isso muda quando o próprio...