Habeas corpus não se serve a uso indiscriminado, ressalta decisão no Amazonas

Habeas corpus não se serve a uso indiscriminado, ressalta decisão no Amazonas

 O habeas corpus não pode ser utilizado de maneira indiscriminada como substituto de recursos previstos em lei. Assim questões relacionadas à progressão de regime, bem como autorizações de saída do preso devem ser discutidas por meio de agravo em execução, procedimento apropriado para a análise de provas e requisitos objetivos e subjetivos, dispõe decisão da Segunda Câmara Criminal do Amazonas. 

Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu, em julgamento realizado no dia 3 de setembro de 2024, não conhecer o habeas corpus impetrado em favor de um condenado por roubo que pleiteava a progressão de regime e autorização de saídas para estudo. O relator do caso, desembargador Jorge Manoel Lopes Lins, fundamentou a decisão na inadequação da via eleita para os pedidos formulados pela defesa, destacando a ausência de flagrante ilegalidade que justificasse o uso do habeas corpus.

De acordo com a ementa, o impetrante argumentava que o juiz da Vara de Execuções Penais da Capital havia indeferido a progressão de regime, sob a alegação de que o apenado não preenchia os requisitos objetivos à época da solicitação, e negado autorização para saída com fins educacionais, uma vez que o condenado cumpre pena em regime fechado.

O relator enfatizou que o habeas corpus não pode ser utilizado de maneira indiscriminada como substituto de recursos previstos em lei, ressaltando que questões relacionadas à progressão de regime e autorizações de saída devem ser discutidas por meio de agravo em execução, procedimento apropriado para a análise de provas e requisitos objetivos e subjetivos.

Dessa forma, a Segunda Câmara Criminal optou por não conhecer do writ constitucional, mantendo a decisão do juiz da Vara de Execuções Penais, mas sem prejuízo de que o mérito das questões levantadas seja devidamente apreciado em eventual agravo em execução.


Processo n. 4006401-22.2024.8.04.0000  
Classe/Assunto: Habeas Corpus Crimina. Relator(a): Jorge Manoel Lopes Lins
 
 Data do julgamento: 03/09/2024
Data de publicação: 03/09/2024
Ementa: HABEAS CORPUS – PENAL E PROCESSO PENAL – CONDENAÇÃO DEFINITIVA – EXECUÇÃO PENAL. PLEITO PELA PROGRESSÃO DE REGIME – DETRAÇÃO – E PEDIDO DE SAÍDAS – IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE AGRAVO EM EXECUÇÃO – AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE – VIA INADEQUADA – ORDEM NÃO CONHECIDA

Leia mais

Omar Aziz vence segundo turno e volta ao Governo do Amazonas

Senador do PSD alcançou 61,4% dos votos válidos com 99,77% das urnas apuradas; Maria do Carmo, do PL, registrou 38,6% Omar Aziz (PSD) foi eleito...

Sem ficar vinculado ao laudo de perícia previdenciária, juiz concede aposentadoria por incapacidade

O juiz não está obrigado a seguir a conclusão do laudo pericial e pode reconhecer incapacidade total e permanente quando outros elementos do processo...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Lula vence Flávio Bolsonaro e conquista quarto mandato

Com 99,87% das urnas apuradas, petista alcançou 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% do adversário. Luiz Inácio Lula da Silva...

Omar Aziz vence segundo turno e volta ao Governo do Amazonas

Senador do PSD alcançou 61,4% dos votos válidos com 99,77% das urnas apuradas; Maria do Carmo, do PL, registrou...

Datafolha projeta vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro e quarto mandato

Segundo reportagem da Folha, estimativa considera os votos divulgados pelo TSE e indica que o candidato do PL não...

Número de ações por assédio eleitoral no trabalho aumenta 37% entre os dois turnos das eleições

Entre o primeiro e o segundo turno das eleições, foram ajuizadas 50 novas ações trabalhistas por assédio eleitoral no...