Consumidor tem o direito de que banco seja multado por não cumprir suspensão de cobranças indevidas

Consumidor tem o direito de que banco seja multado por não cumprir suspensão de cobranças indevidas

Decisão Judicial não se discute, se cumpre, especialmente quando submetida a exame, pela via do contraditório e da ampla defesa, e o recurso é desprovido no mérito, por ausência de substrato jurídico ou ausência de interesse adequação. Ao ser imposto astreintes, no caso de não cumprimento da decisão judicial, em primeira instância, mormente quando a multa pelo desatendimento é proporcional à obrigação de fazer e ao poder econômico da instituição financeira, a multa tem efeito pedagógico e impositivo, firmou a Desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo em recurso do Bradesco contra o consumidor Leandro Silva. 

Na ação, o autor demonstrou que, em seu desfavor o Bradesco  cobrou o que era indevido e pediu ao Judiciário que determinasse a suspensão dessas cobranças, mediante imposição de multa, pelo não cumprimento, caso acolhido o pedido. Em primeira instância, se entendeu pela pertinência da medida cautelar de urgência, com a determinação da suspensão das cobranças indevidas, sob pena de multa diária de R$ 500,00. O Bradesco agravou de instrumento. 

Denegando o pedido de suspensão da decisão de primeira instância, a relatora firmou que a função das astreintes é coagir ao cumprimento de decisão judicial, e que o valor fixado pelo juízo recorrido foi suficiente para estimular o cumprimento da obrigação, não sendo razoável sua fixação em valor diminuto, sob pena de esvaziar-se o próprio sentido do instituto. 

Afastou-se a interpretação pretendida pelo banco de que a multa seria excessiva e desatenderia a qualquer critério de razoabilidade e proporcionalidade, não se considerando a multa excessiva, como alegado pelo banco recorrente. Importa que a multa cumpra sua função pedagógica, como instrumento de coerção indireta absolutamente legítimo e usualmente utilizado em ações dessa natureza, editou-se. 

Processo nº 4002584-18.2022.8.04.0000

Leia o acórdão:

Processo: 4002584-18.2022.8.04.0000 – Agravo de Instrumento, 1ª Vara de Coari Agravante : Banco Bradesco S.a..Relator: Maria das Graças Pessoa Figueiredo. Revisor: Revisor do processo Não informado EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. DECISÃO DETERMINANDO A SUSPENSÃO DE DESCONTO EM  CONTA BANCÁRIA. FIXAÇÃO DE ASTREINTES EM CASO DE DESCUMPRIMENTO. POSSIBILIDADE. VALOR NÃO EXORBITANTE.  DECISÃO MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO.1. A função das astreintes é coagir ao cumprimento de decisão judicial, portanto, o  valor fixado pelo juízo ( multa diária de R$ 500,00) é suficiente para estimular o cumprimento da obrigação, não sendo razoável sua fixação em valor diminuto, sob pena de esvaziar-se o próprio sentido do instituto.2. Agravo de Instrumento conhecido e não provido. DECISÃO: “ ‘VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos de Agravo de Instrumento n.º 4002584-18.2022.8.04.0000, em que são partes as acima indicadas. ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores integrantes da Egrégia Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, por _de votos, conhecer e negar provimento ao recurso.

Leia mais

Justiça condena Águas de Manaus por danos ambientais coletivos em estação de esgoto

Em sentença proferida pelo juiz Moacir Pereira Batista, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Manaus, a Justiça condenou a Águas de Manaus ao...

Cobrança indevida em contrato bancário não se sujeita ao prazo de 5 anos do CDC

Consumidores que buscam na Justiça a devolução de valores descontados indevidamente por instituições financeiras não estão sujeitos, em regra, ao prazo prescricional de cinco...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça impede Smiles de exigir pagamento antecipado para remarcação de viagem cancelada

A Justiça de Goiás concedeu liminar para impedir que a Smiles exigisse o pagamento antecipado do saldo remanescente de...

Mulher é condenada por injúria racial contra cliente de loja

A juíza Érika Barbosa Gomes Cavalcante, em atuação na Justiça Ativa da Comarca de Goiânia, condenou uma cliente de...

Empresa é condenada por assédio sexual e moral cometido por supervisor a empregado

Vara do Trabalho de Natal/RN condenou uma empresa do ramo de atendimento a cliente ao pagamento de uma indenização...

Justiça condena Águas de Manaus por danos ambientais coletivos em estação de esgoto

Em sentença proferida pelo juiz Moacir Pereira Batista, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Manaus, a Justiça condenou...