Prática de racismo é investigada por Ministério Público de Goiás em prisão de boca de urna

Prática de racismo é investigada por Ministério Público de Goiás em prisão de boca de urna

O Ministério Público de Goiás requisitou da Polícia Militar daquele Estado esclarecimentos acerca de um vídeo que circula na internet sobre possíveis agressões a um homem negro durante uma abordagem sobre boca de urna no primeiro turno das eleições por estar fazendo propaganda proibida para Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a prisão o vídeo permite que se ouçam vozes de ‘vai gritar Lula lá na África’. O processo de afastamento de militares já foi deflagrado. 

O vídeo viralizou nas redes sociais no dia de ontem, quinta feira, e mostra um homem negro sendo preso por um policial militar. Contudo, não há certeza sobre quem teria falado a frase. De qualquer maneira, o Ministério Público goiano determinou ao comando da polícia militar que preste esclarecimentos sobre o conteúdo do vídeo. Nas redes sociais o caso foi denunciado como violência política e racial. 

A imagem é clara quanto às agressões da vítima, durante a prisão. Nesse sentido, a prefeitura de Novo Gama emitiu nota esclarecendo que não há possibilidade, até então, de se identificar quem pronunciou as palavras preconceituosas. Evidenciam-se dúvidas se as verbalizações têm origem nos militares ou foram feitas por populares que estiveram presentes por ocasião da prisão. 

 

 

 

 

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