Ex-presidente do Rioprevidência é preso em operação da PF sobre investimentos no Banco Master

Ex-presidente do Rioprevidência é preso em operação da PF sobre investimentos no Banco Master

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na manhã desta terça-feira (3) em Itatiaia, no sul do estado do Rio de Janeiro, durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo a PF, Antunes foi localizado em um veículo alugado após passagem pelo aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, e conduzido à delegacia da corporação em Volta Redonda (RJ). A investigação apura aplicações realizadas pelo fundo previdenciário fluminense no Banco Master. O Rioprevidência é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais do Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal, nesta fase da operação foram cumpridos três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. As diligências ocorreram em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Até a tarde desta terça-feira, duas pessoas permaneciam foragidas; as identidades não foram divulgadas.

Em nota, a PF informou que os mandados tiveram como fundamento indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas. Antunes é apontado como o principal alvo. A corporação afirma ter identificado, após a primeira fase da operação, “movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais e transferência de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros”.

Antunes havia deixado a presidência do Rioprevidência em 23 de janeiro, após ser exonerado pelo governador Cláudio Castro, no mesmo dia em que se tornou alvo da etapa inicial da Operação Barco de Papel. Na ocasião, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao então gestor e a outros dois ex-executivos. Antunes estava fora do país.

A defesa informou que ainda apura os detalhes do caso. Em manifestação pública feita em janeiro, o ex-presidente afirmou que sempre atuou com “espírito público” no exercício do cargo.

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