Veículos adquiridos com a prática de crime não devem ser restituídos por interessarem ao processo

Veículos adquiridos com a prática de crime não devem ser restituídos por interessarem ao processo

Não merece reparo a decisão de magistrado que indefere pedido de restituição de coisa apreendida quando o objeto pleiteado está diretamente relacionado à prática do crime de estelionato que esteja sendo apurado. A decisão consta em jurisprudência do Tribunal do Amazonas e se deu na razão de julgamento de recurso de apelação criminal contra a decisão denegatória de restituição de veículos adquiridos com os proventos do crime, mas que, para o apelante não mais seriam úteis ao processo, até porque já haviam sido periciados. 

No sentido contrário a pretensão contida no recurso de apelação, o julgado firmou que a decisão que indefere o pedido, fundamentando que a coisa esteja diretamente relacionada  com a prática do crime, deve ser mantida, pois interessa ao processo. O fundamento do julgado também se alinhou à tese de que a devolução dos bens para a apelante poderia representar empecilho à restituição do prejuízo causado às vítimas. 

Os veículos teriam sido adquiridos com a prática de estelionato, vindo o acusado a efetuar depósitos de valores obtidos com a prática delituosa na conta corrente de sua mulher, daí adquirindo bens, dentre eles os veículos alvos da apreensão. Somou-se a essas circunstâncias que o acusado se utilizava de cartões de crédito de terceiros, ilicitamente, além de buscar lucro com a prática do estelionato.

Processo nº 0249000-43.2013.8.04.0001

Leia mais

Fraude em “pirâmide financeira” não vincula banco a empréstimo consignado

Segundo o acórdão, a fraude praticada pela Lotus configurou fortuito externo, pois não decorreu da atividade bancária nem de falha na prestação do serviço,...

Sem caso fortuito: interrupção prolongada de energia gera dano moral presumido

A concessionária de energia elétrica responde objetivamente pelos danos decorrentes da interrupção prolongada e injustificada do fornecimento de energia, por se tratar de serviço...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Fraude em “pirâmide financeira” não vincula banco a empréstimo consignado

Segundo o acórdão, a fraude praticada pela Lotus configurou fortuito externo, pois não decorreu da atividade bancária nem de...

Sem caso fortuito: interrupção prolongada de energia gera dano moral presumido

A concessionária de energia elétrica responde objetivamente pelos danos decorrentes da interrupção prolongada e injustificada do fornecimento de energia,...

Réu solto com advogado intimado não precisa de intimação pessoal para julgamento

A ausência de intimação pessoal do réu não configura nulidade processual quando ele está regularmente representado por advogado constituído...

Drogaria que oferecia apenas um banco a equipe que trabalhava em pé deverá indenizar trabalhadora gestante

A falta de assentos adequados para descanso de empregados que trabalham em pé pode configurar  dano moral. Com esse...