Tese de carona no carro quando há flagrante de drogas no Amazonas não é aceito no STJ

Tese de carona no carro quando há flagrante de drogas no Amazonas não é aceito no STJ

O Ministro Joel Ilan Paciornik do Superior Tribunal de Justiça, negou habeas corpus a condenado no Amazonas pelo Tribunal de Justiça, Joandson Lucas da Silva, com pena de de 11 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de tráfico de drogas, ao fundamento de que o exame pelo STJ de matéria que não foi apreciada nas instâncias inferiores enseja indevida supressão de instância, com explícita violação da competência originária para o julgamento de habeas corpus. A matéria tem conteúdo em habeas corpus substitutivo de recurso próprio.

No habeas corpus o Paciente sustentou que apenas teria pegado carona com a Corré e não tinha conhecimento da droga no veículo, versão que teria sido confirmada nos autos, além de que não houve prova quanto ao dolo da conduta que lhe foi imputada na denúncia, portanto, deveria ter sido absolvido na forma do artigo 386 do Código de Processo Penal. Ao ter apelado da sentença, o TJAM apenas redimensionou a pena, que resultou, desta maneira em 10 anos e 1 mês de reclusão, sem conceder direito à liberdade. 

A tese suscitada pelo réu, e, exposta no habeas corpus, quanto a não ser o autor do crime que lhe foi imputado, restou prejudicada pela circunstância de que seja incabível na estreita via do habeas corpus, a análise de questões dessa natureza, como firmou o Ministro, por demandar o reexame do conjunto fático probatório, sobretudo se considerando a existência de sentença condenatória. 

Quanto à prisão preventiva, o Ministro ponderou que a gravidade concreta da decretação da segregação cautelar no caso de tráfico ilícito de drogas se revelou pela quantidade, variedade e a natureza das substâncias apreendidas, à evidenciar a habitualidade do agente ante as demais evidências dos autos. Sobre a prisão preventiva, firmou, ainda, que não há como, em sede de habeas corpus, concluir que o réu fará jus à pena mínima do delito perpetrado, tema a ser debatido até o final do procedimento penal e que o exame pelo STJ de matéria que não apreciada pelas instâncias ordinárias enseja indevida supressão de instância.

Leia o HC nº 747101 AM

 

 

Leia mais

Perder o voo de ida não autoriza cancelamento automático da passagem de volta

Uma passageira que teve a passagem de retorno cancelada após perder o voo de ida obteve na Justiça do Amazonas o direito à indenização...

Previsão de perdimento pode impedir devolução de retroescavadeira usada em crime ambiental

A utilização de uma retroescavadeira em suposta prática de crime ambiental levou a Justiça a negar o pedido de devolução do equipamento ao proprietário....

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Comissão aprova projeto que prevê casas de acolhimento de mulheres vítimas de violência

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria o...

Construtora não comprova abandono de emprego após transferência de ajudante de pedreiro para outra obra

A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) manteve a sentença que afastou a alegação de...

Lei que reconhece ofício de quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural é sancionada

Entrou em vigor a Lei 15.431/26, que reconhece o ofício das quebradeiras de coco babaçu nos estados de Tocantins,...

Comissão aprova inclusão de vítimas de desastres em programa de saúde menstrual

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite ao governo...