STJ e TJAL assinam acordo para transferência de tecnologia na área de triagem processual

STJ e TJAL assinam acordo para transferência de tecnologia na área de triagem processual

Em mais uma iniciativa de integração digital com as cortes de segundo grau, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) celebrou com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) um acordo para o compartilhamento de ferramentas de inteligência artificial no âmbito da triagem processual. A parceria foi firmada nesta terça-feira (9), em solenidade no gabinete da Presidência do STJ.​​​​​​​​​

O termo de cooperação técnica prevê a transferência ao TJAL de conhecimento sobre o Sistema Athos, desenvolvido pela corte superior para a automação do exame de admissibilidade recursal. Em contrapartida, o tribunal alagoano fornecerá informações sobre sentenças e acórdãos produzidos sob sua jurisdição para alimentar o banco de dados do sistema.

Segundo o presidente do STJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, o acordo vai resultar em maior segurança jurídica para o país.

“Os precedentes armazenados e utilizados por meio do Sistema Athos permitem que, em casos assemelhados, tenhamos decisões assemelhadas, dando segurança jurídica não apenas ao jurisdicionado, mas, sobretudo, àqueles que acreditam no desenvolvimento econômico e social do Brasil”, afirmou o ministro.

De acordo com o presidente do TJAL, desembargador Klever Loureiro, o intercâmbio na área de inteligência artificial vai aprimorar a eficiência e a celeridade na apreciação dos processos julgados pela corte alagoana que podem ser direcionados ao STJ.

“Serão alijados os processos em relação aos quais a ferramenta de inteligência artificial detectar contrariedade quanto à jurisprudência remansosa do Superior Tribunal de Justiça”, explicou o magistrado.

Também estiveram presentes à cerimônia o ministro Moura Ribeiro, o ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) Reginaldo de Castro e o deputado federal Nivaldo Albuquerque (PTB-AL).

Fonte: STJ

Leia mais

A proteção ao consumidor tem limites: quando o acordo já existe, o dano não se renova

O processo se originou  depois de um cancelamento indevido de linha telefônica, situação que já havia sido objeto de demanda anterior entre as mesmas...

Justiça reconhece assédio decorrente de vazamento de dados e manda empresa indenizar

Consumidora teve seus dados pessoais acessados indevidamente por terceiro em razão de falha na segurança de empresa prestadora de serviço de transporte, o que...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

A proteção ao consumidor tem limites: quando o acordo já existe, o dano não se renova

O processo se originou  depois de um cancelamento indevido de linha telefônica, situação que já havia sido objeto de...

Justiça reconhece assédio decorrente de vazamento de dados e manda empresa indenizar

Consumidora teve seus dados pessoais acessados indevidamente por terceiro em razão de falha na segurança de empresa prestadora de...

STF aplica regra e cassa decisão da Justiça que cobrava juros do Estado antes da dívida vencer

O Supremo Tribunal Federal julgou procedente reclamação do Estado do Amazonas e cassou decisão da Justiça estadual que havia...

Justiça mantém prisão e diz que piloto não tem direito à cela especial

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), negou habeas corpus protocolado pela defesa...