Revisão da Vida Toda é direito mas não é automática e aposentado tem que requerer

Revisão da Vida Toda é direito mas não é automática e aposentado tem que requerer

O STF, em votação apertada e no placar de 6 a 5 entre os votos dos Ministros, decidiu que ‘a revisão da vida toda’ é um direito do aposentado, porém, não é automática. Os aposentados poderão solicitar que toda a vida contribuitiva seja considerada no cálculo do benefício. Mas, deverão tomar a iniciativa sob o auxílio de um especialista ou de um advogado que atue na área previdenciária. 

Antes da decisão, o INSS considerava para efeito de pagamento de benefícios as contribuições a partir de julho de 1994, com o início do Plano Real- e essa medida penalizava beneficiários que tinham salários mais altos antes desse período. Com a decisão, tem direito à revisão quem se aposentou há no máximo dez anos, antes da reforma da previdência de 2019 e que tenha contribuído para o INSS antes de 1994. Isso porque havia uma limitação da lei 9.876/99 que estabeleceu que as contribuições anteriores a julho de 1994 não seriam contabilizadas. Foi o que mudou com a decisão. 

Essa lei estabeleceu que somente seriam contabilizadas as contribuições depois de 1994. Com a decisão do STF, na revisão da vida toda, passa a ser aceito que as contribuições antes de 1994 sejam consideradas válidas, desde que melhorem a média financeira da aposentadoria. Importa que o interessado observe se essas contribuições tenham sido em valores que considere tenham sido mais altos e que foram desprezados por força da própria lei. 

A revisão da vida veio para beneficiar quem já tenha um processo na justiça, que debata sobre a matéria ou para quem tenha interesse em debatê-la, a partir de agora inaugurando esse processo, pois a decisão do STF não tem reflexos automáticos. Basta que o interessado verifique se, antes do Plano Real, ou seja, antes de 1994, seu salário era mais alto após a conversão para a nova moeda. Se era mais alto, sua contribuição foi maior, logo, teve prejuízos na aposentadoria, porque esses valores contributivos não foram contabilizados, aliás, até foram desprezados para efeito de cálculo, mas terá que procurar um especialista. 

Leia mais

Mulher é condenada a 24 anos por homicídio de companheiro e tentativa contra a filha da vítima em Manaus

Em sessão de júri popular realizada na quinta-feira (23/4), o Conselho de Sentença da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus...

Após posse, novos magistrados do TJAM começam curso intensivo de formação

Os  23 novos juízes substitutos de carreira empossados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) no último dia 13/4, participaram nesta segunda-feira (27) da...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Drogaria que oferecia apenas um banco a equipe que trabalhava em pé deverá indenizar trabalhadora gestante

A falta de assentos adequados para descanso de empregados que trabalham em pé pode configurar  dano moral. Com esse...

Banco é condenado a indenizar marido de empregada por despesas com cirurgia cardíaca em plano de saúde

O juiz Evandro Luis Urnau, da 3ª Vara do Trabalho de Passo Fundo, condenou um banco a indenizar o...

Plano de saúde não pode suspender terapias de criança autista por conflito com clínica

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu, por unanimidade, que conflitos...

TJRN mantém nulidade de assembleia que instituiu condomínio sem licenças legais

A 3ª Câmara Cível do TJRN não deu provimento ao recurso, movido por uma empresa incorporadora, contra decisão que...