MPGO denuncia homem pela morte de primo da ex-namorada

MPGO denuncia homem pela morte de primo da ex-namorada

O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou um homem de 40 anos pela morte de Warlei Nonato Barbosa de Jesus, ocorrida no dia 7 de janeiro deste ano, em Bom Jardim de Goiás. De acordo com a denúncia, o acusado era ex-namorado de uma prima da vítima e que, por ter acompanhado de perto o relacionamento, não gostava dele.

No documento, consta que, no dia do assassinato, o acusado telefonou para a ex-namorada, que estava confraternizando com o primo e outras pessoas seis pessoas na casa de uma delas. Ao receber a ligação, a jovem convidou o ex para ir até o local, mas ele recusou. No entanto, o homem, que possuía registros da arma de fogo e de atirador desportivo e caçador, pegou uma arma de fogo, tipo pistola, calibre 9 milímetros, com seis munições (incompatível com o local de guarda autorizado e local para treinamento) e saiu pelas ruas da cidade. Em dado momento, conforme relatado nos autos, ele mudou de ideia e resolveu ir à residência onde estava acontecendo a confraternização.

Ainda segundo a denúncia, quando o acusado chegou ao local, Warlei teria dito que não gostava dele, desencadeando uma discussão que acabou em troca de agressões físicas. Apesar de os outros presentes tentarem separar os dois, a briga continuou até o momento em que o homem conseguiu se afastar da vítima e disparou contra ela. O tiro atingiu o lado esquerdo do peito. Apesar de socorrido, Warlei acabou morrendo.

O atirador, antes de sair da casa, arrastou com ele a ex-namorada, que deixou numa estrada enquanto fugia. No dia seguinte, ele se entregou à polícia, junto com a arma usada no crime.

A promotora de Justiça Ana Carla Dias Lucas Mascarenhas denunciou o acusado por homicídio por motivo fútil, crime tipificado no artigo 121, parágrafo 2º, inciso II, e porte ilegal de arma de fogo (artigo 14 da Lei nº 10.826 /2003). O MP requereu que o denunciado seja condenado também a ressarcir eventuais prejuízos causados pela infração, nos termos do que dispõe o artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal.

O nome do acusado não foi divulgado em razão de a denúncia ainda não ter sido recebida (aceita) pela Justiça.

Com informações do MPGO

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