Mesmo na faculdade, maior de 21 anos não tem direito a pensão por morte

Mesmo na faculdade, maior de 21 anos não tem direito a pensão por morte

A Corte de Justiça do Amazonas deu provimento a recurso da AmazonPrev e cassou sentença concessiva de mandado de segurança que havia permitido a extensão do benefício da pensão por morte a B.M.P, filho de segurado do Instituto Previdenciário do Amazonas até aos 24 anos de idade, por ser estudante de curso superior. Foi Relator João de Jesus Abdala Simões. 

Após decisões conflitantes, as Câmaras Reunidas do Tribunal do Amazonas editou posição  firmando que a ausência de previsão legal e de prévia identificação da fonte de custeio impossibilitam a extensão do benefício previdenciário da pensão por morte do filho maior de 21 até a idade de 24 anos. 

O TJAM vinha concedendo, por meio de seus órgãos isolados, a extensão do benefício da pensão por morte ao dependente maior de 21 anos, desde que matriculado em curso de nível superior. O tema findou pacificado no sentido de que, exceto o filho inválido, é indevido o benefício aos maiores de 21 anos por ausência de previsão legal. 

Sedimentando o posicionamento do órgão reafirmou-se que a ausência de previsão legal e de prévia identificação da fonte de custeio impossibilitam a extensão do benefício previdenciário da pensão por morte do filho maior de 21 anos de idade e que posição diversa, editada em ação de controle de constitucionalidade não possui efeito vinculante ou eficácia contra todas as pessoas sujeitas ao ordenamento legal. 

Apelação Cível nº 0649373-62.2020.8.04.0001

Leia a ementa:

Apelante: Fundo Previdenciário do Estado do Amazonas – Amazonprev. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. MANDADO DE SEGURANÇA. EXTENSÃO DA PENSÃO POR MORTE AO FILHO MAIOR DE 21 (VINTE E UM) ANOS ATÉ OS 24 (VINTE E QUATRO) ANOS DE IDADE. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL E PRÉVIA FONTE DE CUSTEIO. APELO CONHECIDO E PROVIDO.

Leia mais

Nos crimes sexuais, palavra da vítima associada a outras provas é decisiva, reitera STJ

Ao analisar o recurso, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca destacou que o Tribunal amazonense examinou de forma adequada as teses defensivas e concluiu...

Sem amostra mínima de erro de vontade, não se barram descontos apenas com a alegação de indevidos

Para o Tribunal, os documentos apresentados — como fichas financeiras e comprovantes de crédito em conta — apenas demonstram a ocorrência do depósito e...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STF substitui prisão de delegado acusado de corrupção e organização criminosa por cautelares

O ministro Gilmar Mendes revogou a prisão preventiva do delegado paulista Fábio Baena Martin, acusado de integrar suposta organização...

Justiça do Trabalho mantém inclusão de sócios em execução após falta de bens da empresa

A 3ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região manteve a inclusão de sócios e de empresa...

Dispensa de trabalhador com doença grave após retorno de afastamento é considerada discriminatória

A 4ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região manteve a condenação de uma empresa ao pagamento...

Marinheiro de lancha é indenizado por acidente de trabalho

Em decisão unânime, a 9ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região condenou um proprietário de lancha...