Justiça determina revisão de fatura da Amazonas Energia por falta de comprovação de consumo excessivo

Justiça determina revisão de fatura da Amazonas Energia por falta de comprovação de consumo excessivo

A Juíza Naira Neila Batista de Oliveira Norte, da 13ª Vara Cível de Manaus, proferiu sentença em favor de um consumidor contra a Amazonas Energia, determinando a nulidade de cobranças consideradas excessivas e imputando à concessionária o dever de comprovar o efetivo consumo e eventuais irregularidades apontadas.

Decisão fundamentada na variação abrupta do consumo

No processo, o consumidor questionou a cobrança apresentada pela concessionária, argumentando que os valores eram exorbitantes e destoavam de seu histórico de consumo. A empresa, por sua vez, defendeu a legalidade da cobrança, sustentando tratar-se de diferença de faturamento decorrente da apuração de irregularidades no fornecimento de energia.

No entanto, a magistrada destacou que houve uma variação abrupta no consumo de um mês para outro, o que não se revela razoável sem a devida comprovação por parte da concessionária. Ademais, ressaltou que a suposta apuração de irregularidades foi realizada unilateralmente pela empresa, sem a devida transparência e sem possibilitar ao consumidor o contraditório e a ampla defesa.

Nulidade das cobranças e ônus da prova

Diante da ausência de provas concretas por parte da Amazonas Energia, a magistrada considerou não demonstrada a regularidade das cobranças e declarou nulas as anotações de débitos lançadas contra o consumidor. A decisão reforça o entendimento de que, em casos de questionamento de cobranças excessivas, cabe à concessionária o ônus de comprovar o real consumo de energia e eventuais irregularidades.

A sentença determinou a revisão das faturas, com base no levantamento de carga a ser realizado pela empresa, com base na média de consumo do autor. O pedido de reparação por danos morais foi julgado improcedente.

Processo n°: 0527096-05.2024.8.04.0001

Leia mais

Sentença trabalhista com prova válida projeta qualidade de segurado até o óbito e garante pensão por morte

A definição do regime previdenciário aplicável na data do óbito deve considerar não apenas os registros formais do sistema, mas também o reconhecimento judicial...

Questão de zelo: massificação de ações impõe transparência na outorga da procuração

A massificação de demandas judiciais idênticas tem levado o Judiciário a adotar maior rigor na verificação da autenticidade da postulação e da regularidade dos...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça reconhece isenção de imposto de importação para dentista que morou no exterior

A 13ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a sentença que julgou os pedidos da...

STF reconhece incidência de imposto de importação sobre mercadoria nacional reintroduzida no país

A reentrada no território nacional de mercadoria previamente exportada em caráter definitivo configura novo fato gerador do Imposto de...

Atraso na entrega de imóvel popular gera indenização por lucros cessantes e dano moral

A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) confirmou sentença que condena a Caixa Econômica Federal...

Sentença trabalhista com prova válida projeta qualidade de segurado até o óbito e garante pensão por morte

A definição do regime previdenciário aplicável na data do óbito deve considerar não apenas os registros formais do sistema,...