Estupro de Vulnerável é a acusação a que responderá o médico anestesista no Rio

Estupro de Vulnerável é a acusação a que responderá o médico anestesista no Rio

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro marcou para esta terça-feira (12), a audiência de custódia do médico anestesista, preso em flagrante delito pela prática do crime de estupro de vulnerável. O médico foi preso ao ter acabado de cometer o crime, pois foi surpreendido colocando o pênis na boca da Paciente. A audiência de custódia é um direito do preso, e deverá ser feita no prazo máximo de 24 horas após a prisão em flagrante delito.

Na audiência, a Justiça Carioca poderá decidir se mantém o médico em prisão, pois o flagrante se constitui apenas em prisão pré cautelar, que não tem força jurídica para mantê-lo preso cautelarmente, exceto se essa prisão for convertida em preventiva, na modalidade descrita no código de processo penal, ao fundamento de que em liberdade possa se constituir em perigo a permanecer no hospital, em face de outras possíveis vítimas, mas somente a Justiça dará a sua palavra, ouvido o representante do Ministério Púbico. 

A Polícia promete indiciamento em inquérito por estupro de vulnerável, e dentro do prazo legal para elucidar os fatos, firma que outras vítimas poderão surgir. A pena pelo estupro de vulnerável está descrita no artigo 217-A do Código Penal, logo após a descrição legal do tipo que pune a conduta de quem pratica ato libidinoso contra a pessoa que não tenha capacidade de resistência para se opor ao ato, como ocorreu no caso da vítima anestesiada, e tem o mínimo de 8 anos de reclusão, com máximo de 15 anos de privação de liberdade. 

 

Leia mais

Reconhecimento formal é dispensável quando vítima já conhecia acusado

Decisão do STJ em caso do Amazonas manteve condenação de homem a 11 anos por roubo; vítimas disseram que ele já frequentava o estabelecimento. O...

Condenação não impede análise de ANPP antes do trânsito em julgado e STJ devolve caso ao Amazonas

Uma condenação criminal ainda não definitiva não impede, por si só, que o Ministério Público examine a possibilidade de oferecer acordo de não persecução...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Condenação por violência doméstica justifica participação do agressor em grupo reflexivo

​A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que a condenação por crime de violência doméstica e...

Justiça confirma indenização a casal após cancelamento de casamento oito dias antes da cerimônia

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal (TJDFT) manteve a condenação de um empresário ao pagamento...

Justiça mantém condenação por estelionato sentimental contra vítimas vulneráveis

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação de mulher...

Justiça mantém condenação por “golpe da panela” contra idosa

A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação de homem por...