Conheça trechos dos depoimentos de George Washington Souza preso por atos antidemocráticos

Conheça trechos dos depoimentos de George Washington Souza preso por atos antidemocráticos

Indiciado pela Polícia do Distrito Federal, por atos antidemocráticos, George Washington de Oliveira Souza confessou, durante seu interrogatório, que desde a eleição de Bolsonaro passou a apoiar o atual presidente por acreditar que ele é um patriota e um homem honesto. Confessou também que desde outubro do ano passado conseguiu licenças para adquirir armas e desde então gastou cerca de 160 mil reais na compra de pistolas, revólveres, fuzis, carabinas e munições.

Consta no depoimento de George Washington, datado de 24/12/2022, que a motivação que o levou a adquirir armas foram as palavras do presidente Bolsonaro que sempre enfatizava a importância do armamento civil, e as relembrou: “Um povo armado jamais será escravizado”. George destacou sua paixão por armas desde a juventude. 

Destacou no depoimento que “após o segundo turno das eleições passou a participar de protestos no Pará e no dia 12/11/2022” foi a Brasília com sua caminhonete Mitsubishi Triton levando consigo duas escopetas calibre 12; dois revólveres calibre 357; três pistolas, sendo duas Glocks e uma CZ Shadow 2, além de um fuzil Springfield calibre 308;mais de mil munições de diversos calibres e cinco bananas de dinamite (emulsão).  

Desses itens o único que não tinha licença para possuir armas eram as dinamites que havia comprado por R$ 600,00 de um homem do Pará que lhe entregou os explosivos quando já estava em Brasília. Informou que não tinha a guia de transporte das armas e caso fosse parado pela polícia na estrada a sua ideia seria a de acionar o Pró Armas para justificar a sua participação em alguma competição de tiro. 

Sua ideia de ir a Brasília teve como propósito participar de protestos que ocorriam em frente ao QG do Exército e aguardar o acionamento das Forças Armadas para pegar em armas e derrubar o comunismo. Repassar parte das suas armas e munições a outros CACs que estavam acampados no QG do Exército também fazia parte do plano “assim que fosse autorizado pelas forças armadas”, disse. 

Leia mais

Fim do vínculo militar não afasta direito a tratamento por lesão sofrida em serviço

O encerramento do vínculo de um militar temporário com as Forças Armadas não extingue automaticamente o dever do Estado de assegurar tratamento médico para...

Justiça aplica teoria do consumidor por equiparação e condena empresa por acidente com embarcação indígena

A Justiça Federal do Amazonas aplicou a teoria do bystander, reconhecendo a proteção do Código de Defesa do Consumidor a indígenas atingidos em um...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Shopping deve indenizar criança que teve dedo esmagado por mesa

A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) elevou a indenização que um shopping deve...

PGE diverge do STF e defende flexibilização de prazos em eleição suplementar de Roraima

Mesmo após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal referendar a liminar que restabeleceu os prazos legais de desincompatibilização...

STF forma maioria para liberar pagamento de penduricalhos retroativos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores...

Fim do vínculo militar não afasta direito a tratamento por lesão sofrida em serviço

O encerramento do vínculo de um militar temporário com as Forças Armadas não extingue automaticamente o dever do Estado...