ANS afirma não haver elementos suficientes para investigar Hapvida

ANS afirma não haver elementos suficientes para investigar Hapvida

O diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rebello, disse que não há elementos que levem à necessidade de abrir investigação ou mesmo de cogitar uma direção técnica na operadora de planos de saúde Hapvida NotreDame.

Segundo ele, os indicadores de reclamações contra a operadora não se encontram em um patamar que demande intervenção. A indicação de um diretor técnico só ocorre quando “há um colapso no atendimento dos beneficiários, o que não é o caso em questão”, disse Rabello em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Direção técnica é o acompanhamento in loco feito por um agente apontado pela ANS de fatores que possam afetar a assistência prestada aos beneficiários. A agência reguladora, no entanto, não faz intervenção na gestão: sua atuação consiste em analisar informações e definir metas para a operadora.

O diretor-presidente da agência também disse que, em reunião com representantes da companhia, na terça-feira (23/1), foi esclarecido que a empresa tem entrado com os recursos cabíveis nos casos de liminares referentes a procedimentos não incluídos no rol da ANS.

Rabello disse ainda ser necessário considerar que a alta de reclamações foi influenciada por fatores como o aumento no número de beneficiários de planos de saúde em anos recentes; a demanda reprimida em razão da pandemia de Covid-19; e a lei federal (14.454/22) que estabeleceu que o rol de procedimentos da ANS é exemplificativo (o que fez com que o número de tratamentos cobertos pelos planos tivesse uma alta expressiva).

Mesmo com o aumento das queixas, a Hapvida NotreDame não está no patamar que leve a medidas como a suspensão da venda de planos de saúde da empresa. “A gente tem acompanhado um crescimento do número dessas reclamações. Elas não chegaram num patamar de permanecer no grau alto a ponto de suspender a comercialização desses produtos”, disse Rabello ao Estadão.

Ao jornal, a Hapvida NotreDame disse estar em “relação constante com a ANS” e também estar à disposição para esclarecimentos. A reunião da terça-feira, afirmou a companhia, foi um sinal de “comprometimento com a sustentabilidade do setor e o atendimento de qualidade” aos beneficiários.

Com informações do Conjur

Leia mais

Investigação sobre escola ao lado de presídio leva MPAM a anunciar ações por improbidade em Humaitá

Uma investigação iniciada para apurar a instalação de uma escola municipal de educação infantil em um imóvel localizado nas proximidades da Unidade Prisional de...

Justiça condena União e FGV por reduzir tempo de prova de candidata com deficiência

A Justiça Federal em Roraima condenou a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a União a indenizar uma candidata com deficiência que teve o tempo...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Defesa de Bolsonaro esclarece armas não encontradas pelo Exército

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal...

Moraes dá 10 dias para PF ouvir Flávio em caso de calúnia contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta terça-feira (7) a Polícia Federal (PF) colher...

STJ afasta possibilidade de reconhecimento de papiloscopistas da PF como peritos oficiais

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou a possibilidade de reconhecimento dos policiais federais que realizam...

Revendedora é condenada por não entregar documentação de veículo vendido

A 2ª Vara da Comarca de Canguaretama/RN julgou de maneira procedente uma ação movida por uma consumidora contra uma...