O piloto da lancha Lima de Abreu XV, que naufragou na última sexta-feira (13), nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, não se apresentou às autoridades após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça do Amazonas e, até o momento, não foi localizado, sendo considerado foragido.
A medida cautelar foi determinada no sábado (14), sob o fundamento de garantia da ordem pública e de assegurar a aplicação da lei penal, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal.
O investigado havia sido preso em flagrante pela prática de homicídio culposo após o acidente, mas foi liberado mediante pagamento de fiança de R$ 16 mil. Com a nova decisão judicial, a liberdade provisória foi revogada e determinada sua custódia cautelar.
O naufrágio deixou três mortos — entre eles uma criança de três anos — e cinco pessoas permanecem desaparecidas. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida no dia do acidente.
A embarcação realizava o trajeto entre Manaus e Nova Olinda do Norte quando virou durante a navegação. As causas do acidente seguem sendo investigadas pela Polícia Civil, enquanto as buscas pelos desaparecidos continuam com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e da Marinha do Brasil.
O Instituto Médico Legal (IML) identificou, por meio de laudo pericial, o corpo do músico Fernando Grandêz, de 39 anos, uma das vítimas do naufrágio. Com a confirmação, subiu para três o número de mortos no acidente, enquanto o total de desaparecidos foi atualizado para cinco pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros.
