Justiça do Rio de Janeiro decreta prisão preventiva de acusado de balear advogada

Justiça do Rio de Janeiro decreta prisão preventiva de acusado de balear advogada

Rio de Janeiro – O juiz Bruno Rodrigues Pinto, da Central de Audiências de Custódia de Campos dos Goytacazes, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Diego Dorado Borgeth Teixeira, que baleou a advogada Nayara Gilda Gomes, em seu escritório, no Shopping 28, em Campos dos Goytacazes.

De acordo com a denúncia, Diego se recusava a pagar os honorários da advogada que defendia os seus interesses em um processo de inventário. Nayara obteve na justiça a reserva de bens dentro do processo para garantir o pagamento.

Morador do Leblon, no Rio, Diego foi a Campos dos Goytacazes e, armado com um revólver, invadiu o escritório da advogada. Para se defender, Nayara entrou em luta corporal com o acusado, que desferiu quatro tiros, sendo que três acertaram a vítima. Ela está internada em hospital da cidade. Toda a cena foi gravada em câmera de vídeo do escritório.

Na decisão, o juiz Bruno Rodrigues assinalou que, no dia anterior, Bruno também agredira a namorada que foi medicada em um pronto socorro.

“Ademais, as mesmas circunstâncias demonstram que o custodiado tinha a intenção de surpreender a vítima, encurralando-a, em seu escritório de advocacia, a fim de que nenhuma pessoa pudesse ajudá-la. Não bastasse a gravidade em concreto do delito em si, que, por si só, revela a periculosidade social do custodiado, consta dos autos o relato de sua ex-namorada, no qual ela afirma que ele, no dia anterior aos fatos que ocasionaram a sua prisão, a teria covardemente agredido com diversos socos no rosto e chutes na região do corpo, causando-lhes severas lesões, motivo pelo qual precisou ficar internada por uma noite em um hospital (BAM 022201250043). Como se vê, o custodiado, em menos de 24h, foi o suposto responsável por provocar a internação hospitalar de duas mulheres, em contextos fáticos distintos, revelando ser ele uma pessoa extremamente perigosa, de modo que a sua prisão cautelar é a medida mais adequada para a garantia da ordem pública”, disse o juiz na decisão.

Processo: 0001333-71.2022.8.19.0014

Fonte: Asscom TJRJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com a denúncia, Diego se recusava a pagar os honorários da advogada que defendia os seus interesses em um processo de inventário. Nayara obteve na justiça a reserva de bens dentro do processo para garantir o pagamento.

Morador do Leblon, no Rio, Diego foi a Campos dos Goytacazes e, armado com um revólver, invadiu o escritório da advogada. Para se defender, Nayara entrou em luta corporal com o acusado, que desferiu quatro tiros, sendo que três acertaram a vítima. Ela está internada em hospital da cidade. Toda a cena foi gravada em câmera de vídeo do escritório.

Na decisão, o juiz Bruno Rodrigues assinalou que, no dia anterior, Bruno também agredira a namorada que foi medicada em um pronto socorro.

“Ademais, as mesmas circunstâncias demonstram que o custodiado tinha a intenção de surpreender a vítima, encurralando-a, em seu escritório de advocacia, a fim de que nenhuma pessoa pudesse ajudá-la. Não bastasse a gravidade em concreto do delito em si, que, por si só, revela a periculosidade social do custodiado, consta dos autos o relato de sua ex-namorada, no qual ela afirma que ele, no dia anterior aos fatos que ocasionaram a sua prisão, a teria covardemente agredido com diversos socos no rosto e chutes na região do corpo, causando-lhes severas lesões, motivo pelo qual precisou ficar internada por uma noite em um hospital (BAM 022201250043). Como se vê, o custodiado, em menos de 24h, foi o suposto responsável por provocar a internação hospitalar de duas mulheres, em contextos fáticos distintos, revelando ser ele uma pessoa extremamente perigosa, de modo que a sua prisão cautelar é a medida mais adequada para a garantia da ordem pública”, disse o juiz na decisão.

Processo: 0001333-71.2022.8.19.0014

Leia mais

Risco de desabamento: Justiça mantém 11 imóveis interditados no bairro Aparecida, em Manaus

Sentença da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus confirmou liminar deferida anteriormente e determinou como mantida a desocupação e a interdição...

Homem é condenado a mais de 20 anos por matar a mãe e tentar matar a avó em Manaus

Em julgamento realizado pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última quarta-feira (19/8), um homem foi condenado a 20...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Gritos e ameaças em cobrança de metas resultam em indenização a bancário em MT

Gritos, humilhações públicas e ameaças frequentes de desemprego levaram a Justiça do Trabalho a condenar o Itaú ao pagamento...

TRT condena empresa por expulsar trabalhador migrante de alojamento durante suspensão

A expulsão de um trabalhador migrante do alojamento fornecido pela empresa durante o cumprimento de suspensão disciplinar extrapolou o...

Advogada de instituição de ensino é condenada por citar jurisprudências falsas

A Justiça do Trabalho em Mato Grosso (MT) condenou uma advogada por litigância de má-fé após identificar que ela...

Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA

A partir de segunda-feira (24), terá início uma força-tarefa em todo o país para convocar familiares de pessoas desaparecidas...