Leila Barros anuncia projeto para tornar lei mais dura contra incêndios criminosos

Leila Barros anuncia projeto para tornar lei mais dura contra incêndios criminosos

A senadora Leila Barros (PDT-DF) anunciou na quarta-feira (18), em Plenário, a apresentação de projeto de lei para aumentar o rigor da lei contra os crimes ambientais relacionados a incêndios florestais. O objetivo da proposta, explicou, é promover medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais, reduzir o uso irregular do fogo, garantir a recuperação das áreas de vegetação nativa atingidas por incêndios, além de qualificar os crimes de incêndio em áreas de vegetação nativa e aumentar as penas a eles correlatas (PL 3.629/2024). A parlamentar, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), ressaltou que a legislação ambiental não é rigorosa o suficiente para o enfrentamento das queimadas e da seca histórica que atingem o país.

— No tocante à lei de incêndios prevista na lei de crimes ambientais, a pena máxima, pasmem, é equivalente a crime de furto simples. Não há qualificadoras, por exemplo, para o caso de incêndios que resultem em prejuízos à saúde, como nós estamos vivendo agora. O projeto de lei que apresento preenche essas lacunas de forma a permitir que o Brasil consiga lidar satisfatoriamente com a realidade de mais incêndios rurais e em áreas de preservação país afora. O [projeto de lei] se fundamenta em duas certezas. A primeira é a de que o problema não pode ser resolvido apenas por meio do combate aos focos de incêndio com as forças de que dispõe o poder público. Já está claro isso para a gente. A segunda é a de que as propriedades possuem um papel fundamental na preservação e no combate aos incêndios e na recuperação ambiental após esses eventos.

Leila Barros destacou que o Brasil tem enfrentado, todos os anos, graves incêndios florestais e rurais causados por atos imprudentes e criminosos. A senadora ressaltou que tais eventos têm tido consequências severas para a saúde pública, o meio ambiente e a economia, tornando-se um problema ainda maior em um cenário de mudanças climáticas, no qual os períodos de estiagem são mais extremos e os focos de incêndio têm proporções regionais e nacionais.

A senadora também relatou ter ido acompanhar o trabalho de brigadistas no combate ao fogo no Parque Nacional de Brasília e que vai com a comissão externa acompanhar o combate aos incêndios no Pantanal.

— Serve para todos nós como um alerta de que não dá para a gente vir para este Plenário com um discurso ideológico, um discurso de nós contra eles, e a população, que de fato está sentindo ali na ponta o que está acontecendo, a gente simplesmente ignorar. Não estamos falando de governo, estamos falando que […] essas queimadas estão causando danos ambientais à fauna e à flora, danos econômicos […], e danos à saúde. Quer dizer, isso está atingindo a todos, independentemente de que lado estejamos. E é muito triste estar nesta Casa ouvindo as falas que nós estamos ouvindo aqui, muitas vezes de forma desconectada com a realidade e com o impacto que essas queimadas estão causando para a população brasileira — declarou.

Fonte: Agência Senado

Leia mais

Sinistro indenizável: ausência de prova de cláusula excludente impõe reparação por Seguradora

A recusa administrativa ao pagamento de seguro empresarial, desacompanhada de qualquer defesa em juízo, levou a Justiça do Amazonas a reconhecer a falha na...

Nulidade não se guarda no bolso: defesa assume o ônus de concordar com a dispensa de testemunha

O caso ocorreu em Tefé, no interior do Amazonas, onde, segundo a acusação, o então chefe de polícia local solicitou dinheiro para liberar dois...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Moraes nega pedido para que Bolsonaro receba filhos no Dia dos Pais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou neste sábado (8) um pedido para que o...

Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, na sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord...

Justiça nega pedido de motorista que utilizava perfil falso em aplicativo de transporte

O Poder Judiciário, por meio do 4º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís (MA),...

Mentir para não se incriminar não caracteriza falso testemunho

O depoente não incorre no crime de falso testemunho se, com base nos fatos narrados por ele, puder ocorrer...