Lula anuncia Jorge Messias para AGU e Silvio Almeida para Direitos Humanos

Lula anuncia Jorge Messias para AGU e Silvio Almeida para Direitos Humanos

O presidente diplomado Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (22/12) o nome de 16 ministros que integrarão seu governo a partir de 1º de janeiro. Entre eles, Jorge Messias, que comandará a Advocacia-Geral da União; Silvio Almeida, que liderará o Ministério dos Direitos Humanos; e Vinícius Marques de Carvalho, que chefiará a Controladoria-Geral da União.

Jorge Messias foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil do governo Dilma Rousseff (PT). Também passou pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação e foi procurador do Banco Central. Ele ficou conhecido como “Bessias” ao ser citado por Dilma em uma conversa por telefone com Lula interceptada e divulgada ilegalmente pelo consórcio da “lava jato”.

O advogado Silvio Almeida é professor da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade Presbiteriana Mackenzie e uma das principais vozes do debate em favor de políticas raciais e adntidiscriminatórias no Brasil. Ele integra a equipe de transição coordenada por Geraldo Alckmin, exatamente na área dos Direitos Humanos.

Lula ainda confirmou o nome de Vinícius Marques de Carvalho para a Controladoria-Geral da União. Ele é ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e também trabalhou como secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça no governo de Dilma.

Veja os ministros anunciados por Lula:

  • Jorge Messias (Advocacia-Geral da União)
  • Silvio Almeida (Direitos Humanos)
  • Vinícius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União)
  • Camilo Santana (Educação)
  • Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio)
  • Anielle Franco (Igualdade Racial)
  • Esther Dweck (Gestão)
  • Alexandre Padilha (Relações Institucionais)
  • Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da República)
  • Nísia Trindade (Saúde)
  • Marcio França (Portos e Aeroportos)
  • Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)
  • Cida Gonçalves (Mulher)
  • Wellington Dias (Desenvolvimento Social)
  • Margareth Menezes (Cultura)
  • Luiz Marinho (Trabalho)

Equipe do Ministério da Justiça
Ministro da Justiça e da Segurança Pública do futuro governo Lula, Flávio Dino completou as indicações de nomes para compor a pasta com a inclusão do coronel Nivaldo César Restivo para a Secretaria Nacional de Políticas Penais. O órgão substituirá o atual Departamento Penitenciário Nacional.

Bacharel em Direito, Restivo ingressou na Polícia Militar de São Paulo em 1982 e chegou a ao cargo de comandante-geral. Atualmente, é o secretário de estado da Administração Penitenciária. Seu longo envolvimento em políticas de segurança pública e seu histórico tem gerado críticas pela escolha feita por Dino.

Um dos pontos é o fato de Restivo ter participado da operação que causou a morte de 111 na Casa de Detenção do Carandiru, em 1992. Nenhuma morte é diretamente imputada a ele. Em anos recentes, o coronel inclusive deu declarações apontando que considerou correta a postura policial no episódio.

Restivo também é alvo de uma carta pública contrária à sua nomeação, na qual se aponta sua pouca ou nenhuma preocupação com o direito das pessoas presas e de seus familiares, graças à sua recente atuação na administração penitenciária de São Paulo.

O documento imputa a ele a gestão desastrosa da epidemia da Covid-19 entre os presos, a baixa vacinação da população carcerária e um esforço para desrespeitar as determinações do Supremo Tribunal Federal para que as pessoas com direito ao regime semiaberto não permaneçam presas em regime fechado em caso de não haver vagas.

Além de Restivo, Flávio Dino anunciou Martha Rodrigues de Assis Machado para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas; Tadeu Alencar para a Secretaria Nacional de Segurança Pública; Elias Vaz para a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos; e Roseli Faria como Diretora de Promoção de Direitos. Com informações do conjur

Leia mais

Sem prova de ilegalidade, Justiça não substitui avaliação de comissão de heteroidentificação

Segundo a decisão, o controle judicial é possível, mas não autoriza a substituição automática da avaliação administrativa. A Justiça Federal negou o pedido de liminar...

Análise de documentos não se confunde com dilação probatória para negar mandado de segurança

TRF1 suspende sentença que extinguiu ação sem julgamento do mérito ao entender que controvérsia pode ser resolvida com base em documentos já constantes dos...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Justiça condena maternidade e pediatra por violência obstétrica psicológica

A 5ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou maternidade e pediatra ao pagamento de R$ 15 mil por...

Justiça condena clínica de estética por procedimento facial malsucedido

A 9ª Vara Cível de Campo Grande (MS) condenou, de forma solidária, uma clínica de estética e sua franqueadora...

Justiça proíbe companhia aérea de exigir quitação antecipada para remarcar voo

Exigir a quitação do saldo remanescente de um pacote de viagens como condição para remarcar um voo cancelado, sem...

Sem prova de ilegalidade, Justiça não substitui avaliação de comissão de heteroidentificação

Segundo a decisão, o controle judicial é possível, mas não autoriza a substituição automática da avaliação administrativa. A Justiça Federal...