Incitar o crime por rede social é conduta que agride a paz pública

Incitar o crime por rede social é conduta que agride a paz pública

Por ter feito publicações no Facebook enaltecendo uma facção criminosa e ter atingido um número indeterminado de público, Lucas Ferreira foi acusado pelo Ministério Público de incitação ao crime. A conduta está descrita no artigo 286 do Código Penal- Incitar, publicamente, a prática de crime. Condenado em primeira instância, Lucas recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi Relator o Desembargador Eduardo Abdalla. 

Em exame do pedido de absolvição o relator concluiu que a autoria e a materialidade do crime restaram bem delineados nos autos. Segundo a denúncia , na cidade de Ubarana,São Paulo, o acusado, vulgo “Goela”, incitou publicamente a prática de crime porque divulgou mensagens enaltecendo notória facção criminosa, bem como as armas que usavam na prática de crimes. 

Detidamente, o acusado incidiu na prática criminosa quando incitou crimes contra a polícia e governo  incentivando a retaliação à transferência de um preso membro da organização criminosa PCC. Para o julgado restaram bem definidas as elementares da incitação ao crime, com a ideia de um número indeterminado de pessoas, via Facebook e o estímulo dado às pessoas para irem contra a transferência do preso pela justiça. 

Tipos penais contra a paz pública tem por fim proteger a paz pública, que tem o significado da necessária sensação de tranquilidade, segurança, paz e confiança que a sociedade deve ter em relação à continuidade da ordem jurídica-social. 

Processo nº 1500125-82.2019.8.26.0306

 

Leia mais

Sentença que inverte ônus da prova sem prévia intimação das partes é nula, define Justiça no Amazonas

É nula a sentença que aplica o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e inverte o ônus da prova sem prévia intimação das partes,...

Ausência de interrogatório na fase policial não gera nulidade e tampouco impede cautelar

A ausência de interrogatório do investigado na fase policial, por si só, não configura cerceamento de defesa nem invalida a decretação de prisão preventiva...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Sentença que inverte ônus da prova sem prévia intimação das partes é nula, define Justiça no Amazonas

É nula a sentença que aplica o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e inverte o ônus da prova...

Ausência de interrogatório na fase policial não gera nulidade e tampouco impede cautelar

A ausência de interrogatório do investigado na fase policial, por si só, não configura cerceamento de defesa nem invalida...

Retroativos de promoção não podem ser empurrados para fila administrativa

No caso concreto, a Justiça Federal entendeu que o ente público não pode reconhecer oficialmente que deve valores retroativos...

Empresa é condenada por prejuízo a consumidora em golpe da portabilidade

Sentença proferida pela 6ª Vara Cível de Campo Grande reconheceu parcialmente o direito de uma consumidora vítima do chamado...