Expectativas jurídicas e políticas aumentam com a iminente posse de Moraes no comando do TSE

Expectativas jurídicas e políticas aumentam com a iminente posse de Moraes no comando do TSE

Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Nelson Jr.

O Ministro Alexandre de Moraes está contabilizando sua posse no Tribunal Superior Eleitoral que irá acontecer no dia 16 de agosto, e a data também contará a falta de apenas 47 dias das eleições. O Ministro guiará os trabalhos nas eleições de outubro. A Corte Eleitoral da mais alta instância do país é formada por sete ministros. Lewandowski será o vice-presidente. A posse de Alexandre será marcada por grande expectativa ante os acirrados ânimos que ainda configuram o relacionamento do Palácio do Planalto com o atual presidente da Corte, Edson Fachin.

Moraes já foi sondado à despeito de fazer algumas concessões às sugestões feitas pelo Ministério da Defesa para o processo eleitoral, o que decorre das ‘desconfianças’ publicamente alarmadas sobre a não segurança das urnas eletrônicas, no modo desenhado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro. 

Há uma relação de respeito e aproximação de Moraes com militares que são tidas como animadoras em se abrir a possibilidade de que haja diálogo, que possa ficar mais aberto na gestão de Alexandre de Moraes. No entanto, Moraes tem deixado claro que pretende tomar medidas que não devem ‘tolerar’ ataques às urnas eletrônicas. 

Afora o currículo de boas relações com os militares, há também a não aversão à Moraes por lideranças de partidos políticos, o que é considerado como positivo para a futura administração que vivenciará a Suprema Corte Eleitoral. Durante o recesso judiciário Moraes, na presidência interina da Corte deu demonstração de que possa haver mudanças do rito adotado no atual comando de Edson Fachin, associado a uma postura firme contra a fake News e contra discursos de ódio e incitação a violência eleitoral, porém dentro de uma boa interlocução com o mundo político. 

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