“DJ” manteve em cárcere privado mulher e filhos durante 17 anos sob maus tratos e torura

“DJ” manteve em cárcere privado mulher e filhos durante 17 anos sob maus tratos e torura

DJ foi como ficou conhecido Antônio Santos Silva, preso em flagrante delito no Rio de Janeiro por manter a mulher e um casal de filhos em cárcere privado por mais de 17 anos. A prisão decorreu de uma notícia anônima levada à Polícia Militar daquele Estado. A família restou libertada em operação que liberou a mulher e  os filhos do criminoso. Ambos se encontravam complementarmente desnutridos. 

O fato ocorreu no Bairro de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. São imputados a DJ os crimes de cárcere privado, maus tratos e tortura. Resgatados pela ação militar, as vítimas foram encaminhadas ao hospital público com acentuado grau de desidratação e desnutrição grave que foi posteriormente estabilizado. 

Os militares conduziram Antônio Silva ao Distrito Policial posteriormente a sua captura onde foi autuado em flagrante delito pois o cárcere privado é crime permanente. Narrou-se a polícia que o ambiente era estarrecedor. As vítimas estavam amarradas e sujas. A mulher vítima, em depoimento, narrou a Polícia que DJ nunca permitiu que trabalhasse e que recebia ameaças de morte do marido. 

Antonio era conhecido nas vizinhanças por DJ. O infrator colocava música em níveis muito altos em sua casa, e, o objetivo era o de abafar os pedidos de socorro das vítimas. Ao sair de casa, deixava as vítimas trancadas, e só retornava ao anoitecer. No entanto, ao ser interrogado por ocasião do flagrante negou os fatos, e firmou que sempre cuidava da família. 

 

Leia mais

Reconhecer direito de paciente não basta: cirurgia para Parkinson indicada por médico deve ser realizada

Sentença prevê bloqueio de verbas se o Amazonas não cumprir a ordem; tratamento foi considerado imprescindível por avaliação técnica. O reconhecimento do direito ao tratamento...

Golpe da falsa prova de vida esvazia conta e banco responde por não bloquear operações suspeitas

Juiz Francisco Carlos Gonçalves de Queiroz, da Vara Cível no Amazonas, condenou Bradesco e Bradesco Cartões a restituir R$ 16.899 e pagar R$ 10...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

STJ: débitos condominiais são créditos extraconcursais

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.391), fixou a...

Acordo não pode mudar registro de paternidade de criança

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a alteração da paternidade no registro civil de...

Dino manda investigar suspeita de financiamento estrangeiro à campanha de Flávio Bolsonaro

PF deverá apurar possível participação de grupo americano no apoio à candidatura; assessoria do senador nega recebimento de recursos...

Empresa deve devolver valores por prestar serviços jurídicos sem comprovar habilitação

A Justiça de Santa Catarina (SC), condenou uma empresa de assessoria previdenciária a devolver os valores pagos por um...