Carla Zambelli diz que vai votar armada e não se intimida com monitoramento do TSE

Carla Zambelli diz que vai votar armada e não se intimida com monitoramento do TSE

A deputada federal Carla Zambelli, após prestar depoimento na Polícia Civil, em São Paulo, informou que vai votar armada no segundo turno das eleições. Ela entende que há uma situação iminente que possa justificar um estado de legítima defesa, ante o último episódio ocorrido ontem, sábado dia 29 de outubro, quando Zambelli, com arma em punho se envolveu em ocorrência onde sacou a arma e a apontou para um homem, que por ela teria sido perseguido. Zambelli disse que se sente ameaçada. 

Essas ameaças se intensificaram, segundo Zambelli após a repercussão do caso, na região central paulistana, após uma discussão política. Zambelli promete, inclusive, que comparecerá às urnas com colete à prova de balas, ante o avanço do número de ameaças que tenha sofrido desde então. 

A afirmação de Zambelli, com a promessa de que comparecerá armada para votar se verifica na direção contrária da posição assumida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que veta a presença de armas de fogo em zonas eleitorais. Vige no TSE a Resolução que proíbe o porte de armas de fogo a 100 metros das seções eleitorais dentre das 48 horas antes do pleito. 

Zambelli diz que essa Resolução não se aplica a ela. Firma que tem porte federal de arma e que pode carregar arma o tempo todo, porque é seu direito, e, de então, tem motivos mais fortes para carregar sua arma. 

A Resolução TSE nº 23.669, em seu artigo 154 dispõe que “a força armada se conservará a cem metros da seção eleitoral e não poderá aproximar-se do lugar da vota ou nele adentrar sem ordem judicial ou do presidente da mesa receptora, nas 48 horas que se antecedem o pleito e as 24 horas que o sucedem’. A exceção prevista é somente para integrantes das forças de segurança em serviço à Justiça Eleitoral e quando autorizados ou convocados pela autoridade eleitoral competente. 

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