Um estudo da Polícia Federal, elaborado a partir de imagens aéreas do condomínio onde reside o ex-presidente Jair Bolsonaro, concluiu que haveria facilidade para uma eventual fuga rumo à embaixada dos Estados Unidos, o que motivou o pedido de instalação de vigilância 24 horas dentro da residência. A PGR discordou.
A corporação sustenta que a medida é necessária para assegurar o cumprimento da prisão domiciliar imposta pelo STF no âmbito do inquérito que apura a suposta trama golpista.
A Procuradoria-Geral da República, entretanto, se manifestou de forma contrária. Para o procurador-geral Paulo Gonet, a restrição já aplicada — prisão domiciliar acompanhada de monitoramento externo — é suficiente para evitar evasão, não havendo elementos que justifiquem a presença contínua de policiais no interior da casa.
A divergência será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que recebeu tanto o ofício do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, quanto a manifestação da PGR.