TCE/AM impede Cigás de realizar alterações em contratos de venda de gás com a Amazonas Energia

TCE/AM impede Cigás de realizar alterações em contratos de venda de gás com a Amazonas Energia

Com decisão da Conselheira Yara Amazônia Lins, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE/AM), medida cautelar impede que a Cigás realize alterações no Contrato OC 1902/2006, considerado essencial para a operação e desenvolvimento dos serviços públicos locais de gás canalizado. 

A decisão atende a um pedido de representação e veio na sequência da decisão do Desembargador Federal Ney Bello, do TRF1, que assegurou à Cigás que todas as conversões de Certificados de Compra e Venda de Energia (CCVE) só poderão ser convertidos em contratos de energia de reserva a favor da Amazonas Energia se houver a anuência prévia da diretoria da Companhia de Gás do Amazonas. 

Na prática,  a Petrobrás realiza a lavra do gás e o repassa à CIGÁS, que, por seu turno, distribui o gás para as termelétricas; as termelétricas recebem o gás natural e o utilizam para gerar energia; a energia gerada pelas termelétricas é comercializada para a Amazonas Energia mediante a celebração de Contratos de Compra e Venda de Energia (“CCVE”), sendo que a Amazonas Energia distribui a energia aos usuários finais. 

Eventuais alterações nas condições e no cumprimento dos CCVE podem impactar os compromissos assumidos nos contratos de fornecimento de gás para a geração de energia termoelétrica, explicou a representação. 

Segundo a Conselheira, a medida cautelar do TCE/AM visa garantir a integridade das condições contratuais pela Cigás até que o Tribunal de Contas realize análise técnica aprofundada sobre os possíveis impactos das operações de venda de termelétricas e da transferência do controle societário da distribuidora de energia elétrica estadual, em trâmite, por meio de decisão judicial da Justiça Federal no Amazonas. 

Segundo a decisão, há risco iminente ao interesse público e ao erário caso o contrato seja alterado sem a devida análise. O contrato em questão desempenha papel estratégico, pois o sistema energético do Amazonas depende, majoritariamente, de termelétricas movidas a gás natural, e qualquer descontinuidade na distribuição de gás pode impactar diretamente serviços públicos essenciais.

Além disso, eventuais inadimplementos relacionados às termelétricas poderiam prejudicar as operações da CIGÁS, concessionária responsável pela distribuição do gás canalizado, expondo a população local a riscos operacionais e financeiros.

A conselheira destacou que, na ausência de medidas urgentes, a sustentabilidade do contrato e a continuidade regular dos serviços poderiam estar comprometidas. Por essa razão, o TCE/AM determinou a suspensão imediata de qualquer providência que possa alterar as condições contratuais vigentes na modalidade do contrato entabulado com a Petrobrás, além de que a Cigás deve informar ao Tribunal as ações adotadas para garantir a manutenção dos serviços  e esclarecer os impactos das operações de venda das termelétricas para a concessionária estadual.

Leia mais

Exame capaz de detectar o câncer vira centro de disputa judicial no Amazonas

Um dos exames mais avançados da medicina moderna para diagnóstico e acompanhamento do câncer tornou-se o centro de uma disputa judicial no Amazonas. O Estado...

Biometria feita após início das cobranças não comprova contratação de seguro

A 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Amazonas reformou sentença que havia extinguido uma ação contra instituição financeira por suposta complexidade da...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Exame capaz de detectar o câncer vira centro de disputa judicial no Amazonas

Um dos exames mais avançados da medicina moderna para diagnóstico e acompanhamento do câncer tornou-se o centro de uma...

Justiça anula justa causa de bancária que competiu em fisiculturismo durante licença

Uma bancária do Banco Santander, de Itabuna, que estava afastada do trabalho para tratamento de transtornos de ansiedade, com...

Justiça mantém justa causa de motorista que ofendeu colega em grupo de trabalho

A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) manteve a dispensa por justa causa de...

Lei autoriza venda de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres

Está em vigor a lei que autoriza a comercialização, aquisição e posse de aerossol de extratos vegetais (um tipo...