CNMP cria regras para Promotores fiacalizarem Fundações

CNMP cria regras para Promotores fiacalizarem Fundações

Nessa segunda-feira, 30 de setembro, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) publicou, no Diário Eletrônico, a Resolução nº 300/2024, que estabelece diretrizes para a atuação do Ministério Público na fiscalização das fundações de direito privado.

Segundo o art. 66 do Código Civil, cabe ao Ministério Público de cada unidade federativa velar pelas fundações em seu território. A resolução padroniza essa atuação e promove avanços em transparência e resolutividade.

A nova norma visa a esclarecer e delimitar o conceito de velamento das fundações privadas, qualificando a atuação ministerial. O objetivo foi criar um arcabouço normativo que limitasse e qualificasse a atuação do Ministério Público, garantindo o cumprimento da legislação sem excessos.

A resolução determina que os ramos e unidades do Ministério Público devem criar ou ajustar seus atos normativos sobre o velamento de fundações, respeitando as diretrizes da nova norma, sem ignorar as particularidades de cada local.

A norma também especifica que cada unidade do Ministério Público é responsável por fiscalizar as fundações de direito privado que atuem em seu território. Estão excluídas dessa atribuição as fundações públicas de direito privado que prestam contas aos Tribunais de Contas, fundações estrangeiras autorizadas a funcionar no país, fundações de previdência complementar, conforme as Leis Complementares nº 108 e nº 109, e outras fundações dispensadas por lei.

A resolução detalha ainda as funções do MP, como analisar as minutas de criação; verificar a suficiência de bens destinados e fiscalizar o registro; aprovar ou rejeitar estatutos e promover adequações.

São também funções do MP elaborar estatutos quando necessário; monitorar a adequação das atividades e a legalidade dos atos dos administradores; definir critérios para a prestação de contas e exigir essas prestações, judicialmente se preciso; examinar e aprovar ou rejeitar as contas; acompanhar a aplicação de recursos; requisitar documentos e realizar inspeções quando necessário, entre outras atribuições.

Com informações do CNMP

Leia mais

Multa por fidelização em contrato de telefonia deve ser declarado abusivo, fixa Justiça

A imposição de multa rescisória em contrato de telefonia, fundada em renovação automática de fidelidade, configura prática abusiva e não gera obrigação ao consumidor....

Revisão de prova é inviável, mesmo quando o candidato diz não discutir o mérito, afirma Justiça

Embora o autor afirmasse não pretender rediscutir o mérito das questões, sua pretensão se baseava justamente na revisão do conteúdo e na redefinição da...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

Multa por fidelização em contrato de telefonia deve ser declarado abusivo, fixa Justiça

A imposição de multa rescisória em contrato de telefonia, fundada em renovação automática de fidelidade, configura prática abusiva e...

Revisão de prova é inviável, mesmo quando o candidato diz não discutir o mérito, afirma Justiça

Embora o autor afirmasse não pretender rediscutir o mérito das questões, sua pretensão se baseava justamente na revisão do...

PGR é a favor de prisão domiciliar humanitária para general Heleno

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta sexta-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer a favor da...

PIS e Cofins pagos indevidamente devem ser restituídos pela União ao contribuinte, decide Justiça

A 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas reconheceu o direito de uma empresa estabelecida na Zona...