Caso Henry Borel: Justiça do Rio de Janeiro ouve testemunhas de defesa de Monique

Caso Henry Borel: Justiça do Rio de Janeiro ouve testemunhas de defesa de Monique

A 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro começou a ouvir, na manhã desta quarta-feira (15/12), as testemunhas de defesa de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, morto em março deste ano.

Por volta de 11h, o delegado de polícia Antenor Lopes, diretor-geral de Polícia da Capital, afirmou que não interfere nas investigações, que os delegados responsáveis pelos inquéritos têm total autonomia e se reportam ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Ele destacou ainda que a competência das delegacias distritais é bem abrangente e concorrente com a das delegacias especializadas, como a que investiga homicídios. “O registro da ocorrência foi feito onde deveria ter sido. O normal era ter permanecido na delegacia do bairro, como foi feito”, afirmou, dizendo que a ocorrência foi registrada pelo pai da vítima, Leniel Borel e que, inicialmente, foi recebida como um acidente doméstico.

Segunda testemunha a ser ouvida, a babá Glauciene Ribeiro Dantas, que trabalhou como babá de Henry na casa da família em Bangu, na Zona Oeste do Rio, de janeiro de 2018 até o seu falecimento, disse que o menino era tratado com muito amor e carinho e descreveu Monique como uma mãe “super carinhosa e amorosa”. Disse ainda que ela era uma mulher independente e que teria mantido seu padrão de vida após o início do relacionamento com Jairinho.

Reinaldo César Pereira Schelb, casado com uma prima de Monique, deu seu depoimento em seguida, afirmando que conhece a mãe de Henry desde que ela nasceu, que a considera como uma sobrinha, destacando que ela sempre foi estudiosa, com uma boa ascensão profissional, e que a gestação da criança foi muito bem recebida pela família. Ele a classificou como uma excelente mãe e disse acreditar na sua inocência, negando ter havido omissão de Monique no caso. “Não tenho nada que a desabone, senão, não estaria aqui”, afirmou, dizendo ainda que acredita que a defesa única dela e de Jairinho no início das investigações a prejudicou e que a família do ex-companheiro de Monique é muito influente.

No início da tarde, outras testemunhas de defesa de Monique começaram a ser ouvidas.

Presos desde abril, os réus foram denunciados pelo Ministério Público pela prática de homicídio qualificado (por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e impingiu intenso sofrimento, além de ter sido praticado contra menor de 14 anos), tortura, coação de testemunha, fraude processual e falsidade ideológica.

Processo: 0066541-75.2021.8.19.0001

Fonte: Asscom TJRJ

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