Aras vai ao STF para contestar ampliação do perdão natalino de Bolsonaro

Aras vai ao STF para contestar ampliação do perdão natalino de Bolsonaro

O procurador-geral da República, Augusto Aras, deve apresentar hoje (26), ação ao STF contra o indulto de natal do presidente Jair Bolsonaro (PL), que beneficia policiais e militares das Forças Armadas, condenados pelo assassinato de 111 presos no Pavilhão 9 da penitenciária de São Paulo, em 1992.

Os policiais foram sentenciados pelo Tribunal do Júri com penas de 48 anos a 624 anos de prisão. Segundo a UOL, Augusto Aras e sua equipe quer que a justiça avalie a ampliação do benefício que foi dado a esse grupo de condenados ao fundamento de que fere a constituição.

Você sabe o que é indulto de natal?

O indulto de natal é o perdão da pena, serve para extinguir as penas de presos desde que preencha os requisitos necessários, devendo ser regulado pelo Presidente da República. O indulto natalino abrange àqueles que estejam com a saúde comprometida, como paraplegia, tetraplegia ou cegueira, ou àqueles que estão à beira da morte, acometidos por doenças terminais, como câncer e aids. Também podem se beneficiar os maiores de 70 anos, desde que tenham cumprido um terço da pena.

Além disso, a Constituição Federal também faz ressalva àqueles que não podem ser beneficiados com o perdão natalino. Não alcança o beneficio os condenados por crime hediondo, integrantes de facção, tortura, terrorismo, lavagem, violação sexual mediante fraude, assédio sexual, estupro de vulnerável, corrupção de menores, entre outros.

Leia mais

Efetivação sem concurso antes da Constituição não assegura permanência no cargo

O fato de um servidor ter sido enquadrado como efetivo antes da Constituição de 1988 não basta para assegurar sua permanência no cargo quando...

Justiça manda plano indenizar em R$ 10 mil após paciente ter tratamento interrompido

A Justiça do Amazonas condenou uma operadora de plano de saúde a pagar R$ 10 mil por danos morais após interromper o tratamento de...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

TJDFT mantém condenação de mulher que criou perfil falso para acusar inocente de crimes

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve condenação de mulher que...

Efetivação sem concurso antes da Constituição não assegura permanência no cargo

O fato de um servidor ter sido enquadrado como efetivo antes da Constituição de 1988 não basta para assegurar...

Julgamento com perspectiva antidiscriminatória garante reintegração de professor com câncer

5/10/2025 - A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou a reintegração de um professor universitário que havia...

Sindicato pode executar sentença coletiva que envolve 8,5 mil trabalhadores

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco...