Amin pede CPI mista para investigar atos de vandalismo em Brasília

Amin pede CPI mista para investigar atos de vandalismo em Brasília

O senador Esperidião Amin (PP-SC) defendeu, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (29), a instalação de uma CPI mista para investigar os atos de vandalismo ocorridos em 8 de janeiro em Brasília. O parlamentar afirmou que o trabalho da comissão mista é essencial para que se desvende a verdade sobre o episódio. Ele destacou declaração do ministro da Justiça, Flávio Dino, que afirmou não ter lido nenhum relatório e não saber de nada sobre possível invasão de prédios públicos.

— Eu não posso dizer que o ministro leu, mas eu posso afirmar, e afirmo publicamente: o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) sabia desde as 19h30 do dia 6 de janeiro. Vou repetir: foram mais de 24 horas de antecedência, uma vez que os fatos lamentáveis, deploráveis, repugnantes ocorreram em torno de 15h de domingo, dia 8.

O senador afirmou não ter interesse em saber se o ministro leu ou não o relatório, mas sim em apurar a responsabilidade funcional do Sisbin, a qual classificou como “uma instituição de primeiro nível no mundo”.

— Se existe um sistema com 48 agências, e o ministro da Justiça, que tem a supremacia tanto da Polícia Federal quanto da Polícia Rodoviária Federal, que têm também as suas agências, mais a do próprio Ministério da Justiça, se ele não sabia, então, eu não tenho dúvida de que houve desídia, a desídia que favoreceu a omissão, cuja extensão e completa narrativa só a CPMI pode nos permitir conhecer. E conhecer essa parte fundamental, essencial da verdade é crucial para a democracia e para o Estado de direito no Brasil — enfatizou.

Esperidião Amin ainda ressaltou que a Comissão de Relações Exteriores (CRE) vai sabatinar, nesta quinta-feira (30), indicação do atual governo para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência. Segundo ele, a comissão vai comprovar que o sistema está muito bem montado do ponto de vista legislativo, pouco importando se vai ficar vinculado à Casa Civil ou ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Fonte: Agência Senado

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