Decisão de Dino sobre atos unilaterais estrangeiros acirra tensão Brasil-EUA

Decisão de Dino sobre atos unilaterais estrangeiros acirra tensão Brasil-EUA

Em reação à decisão do Ministro Flávio Dino, do STF, o governo norte-americano afirmou que nenhum tribunal externo pode invalidar punições aplicadas pelos Estados Unidos

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de declarar ineficaz no território nacional uma medida da Justiça britânica ligada ao desastre de Mariana (MG) em 2015 ampliou a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

No julgamento da ADPF 1178, o relator fixou que atos unilaterais estrangeiros — leis, ordens executivas e decisões judiciais — não podem produzir efeitos no País sem homologação pelo Superior Tribunal de Justiça ou chancela expressa das instâncias de soberania nacional.

A medida tem efeito vinculante e erga omnes, impedindo que Estados e Municípios ingressem com ações em tribunais estrangeiros e vedando a aplicação automática, em território brasileiro, de restrições oriundas de sanções internacionais. O enunciado atinge também instituições financeiras e empresas nacionais, que ficam proibidas de cumprir determinações externas sem amparo na Constituição ou em normas internas.

A interpretação pode beneficiar o ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Global Magnitsky Act, editada no governo Trump. Dino frisou que qualquer submissão a jurisdição estrangeira constitui violação da soberania nacional e contraria o artigo 17 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

Em reação, o governo norte-americano afirmou que nenhum tribunal externo pode invalidar punições aplicadas pelos Estados Unidos. Em comunicado replicado pela embaixada em Brasília, a gestão Trump voltou a criticar Moraes, a quem classificou como “tóxico”.

No plano comercial, o Itamaraty apresentou defesa contra acusações de práticas desleais de comércio levadas a Washington. A chancelaria sustentou que o Brasil não reconhece a legitimidade das imputações e reafirmou a Organização Mundial do Comércio como foro competente para a solução de controvérsias internacionais.

Leia mais

INSS indeniza segurado em R$ 10 mil por erro de homonímia em cadastro previdenciário

A Justiça Federal no Amazonas condenou o Instituto Nacional do Seguro Social ao pagamento de indenização por danos morais e determinou a imediata correção...

Movimentação atípica afasta culpa exclusiva do cliente e impõe ao banco dever de indenizar

A Justiça Federal no Amazonas condenou a Caixa Econômica Federal a restituir valores subtraídos de conta bancária por fraude e a indenizar correntista por...

Mais Lidas

Justiça do Amazonas garante o direito de mulher permanecer com o nome de casada após divórcio

O desembargador Flávio Humberto Pascarelli, da 3ª Câmara Cível...

Bemol é condenada por venda de mercadoria com vícios ocultos em Manaus

O Juiz George Hamilton Lins Barroso, da 22ª Vara...

Destaques

Últimas

INSS indeniza segurado em R$ 10 mil por erro de homonímia em cadastro previdenciário

A Justiça Federal no Amazonas condenou o Instituto Nacional do Seguro Social ao pagamento de indenização por danos morais...

Movimentação atípica afasta culpa exclusiva do cliente e impõe ao banco dever de indenizar

A Justiça Federal no Amazonas condenou a Caixa Econômica Federal a restituir valores subtraídos de conta bancária por fraude...

Sem prova de repasse ao banco, rubrica em contracheque não autoriza devolução de valores indevidos

A Justiça Federal no Amazonas julgou improcedente ação ajuizada por aposentado vinculado à Amazonprev que buscava a devolução de...

Direito à adaptação pedagógica exige prova de ciência prévia da instituição de ensino

A Justiça Federal no Amazonas denegou mandado de segurança impetrado por estudante do curso de Medicina que buscava o...