Justiça do Rio de Janeiro ouve ex-vereador Jairinho, acusado pela morte de Henry Borel

Justiça do Rio de Janeiro ouve ex-vereador Jairinho, acusado pela morte de Henry Borel

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi interrogado nesta segunda-feira (13/6) na 2ª Vara Criminal da Capital. Ele e Monique Medeiros, sua namorada à época, são acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, filho de Monique, em março de 2021.

O interrogatório começou com cerca de duas de atraso, por volta das 11h30. Jairinho se recusou a responder perguntas do Ministério Público e do assistente de acusação. A juíza Elizabeth Machado Louro informou o réu sobre o direito de ficar em silêncio constitucionalmente garantido e que ele poderia responder somente às perguntas que quisesse.

Jairinho iniciou sua fala, fazendo um retrospecto de sua vida desde a infância até os relacionamentos afetivos que teve, dos filhos e de seu namoro com Monique.

O réu questionou laudos e negou o homicídio. No depoimento, pedido pela sua defesa, Jairinho relembrou o dia da morte da criança, negou que Henry atrapalhasse seu relacionamento com Monique e disse que faz uso dos medicamentos que tomou para dormir no dia do fato há mais de 15 anos. Disse ainda que socorreu logo o menino e criticou que o caso virou “midiático”.

Em relação às lesões encontradas no corpo de Henry, ele atribuiu aos procedimentos médicos realizados no hospital e negou ter praticado qualquer tipo de violência contra a criança.  Jairinho também criticou o fato de o Hospital Barra D’or, onde Henry foi atendido, não ter fornecido as imagens solicitadas pela sua defesa e disse estranhar que, até o dia do velório, a morte foi tratada como acidental e, depois, foi construída a narrativa de ter ocorrido um crime.

O acusado questionou os documentos apresentados pela perícia, destacando o laudo de raio-x, que seria, segundo ele, “obscuro, negligente e omisso”.  A audiência foi encerrada às 18h55, por orientação da sua defesa, após o réu afirmar estar sofrendo muito, assim como sua família, e dizer que vive “um filme de terror”.

Fonte: Asscom TJRJ

Leia mais

É possível concessão de benefício previdenciário diverso do pedido, define TJAM

Em embargos de declaração aos quais se concedeu efeitos infringentes contra Acórdão que julgou Recurso de Apelação de Janira do Socorro de Azevedo Paixão...

Estupro de Vulnerável com vítima sobrinha impõe a acusado no Amazonas aumento de pena

Na ocasião em que a vítima, criança  de 07 anos, se deslocou para atender ao pedido de frutas solicitado pelo tio, Ciro Lima, em...

Mais Lidas

Últimas

Desvalorização no preço de carro leiloado em ação penal não gera indenização

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou recurso de um comerciante de 60 anos, residente em Itajaí...

DPU e MPF pedem R$ 50 milhões à União após mortes de Dom e Bruno no Amazonas

Manaus/AM - Após as mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, a Defensoria Pública da União...

TRT-MT nega indenização à trabalhadora que recusou ser reintegrada após gravidez ser descoberta

A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT) negou o pedido da ex-empregada de um supermercado...

Empregado de Porto Alegre que falou mal da empresa em grupo de WhatsApp é despedido por justa causa

As mensagens foram enviadas pelo auxiliar administrativo para um grupo composto por pessoas estranhas à instituição de ensino onde...